Museus: As Coleções Criam Conexões

EXPOSIÇÃO FILATÉLICA DE ITAQUAQUECETUBA
12 a 18 de maio de 2014 – Boletim Informativo da SPP nº 220 – Agosto de 2014

ITAQUAQUECETUBA, SUA HISTÓRIA

A cidade de Itaquaquecetuba deve sua criação ao então presidente da província, Bernardo João Pinto Gavião Peixoto, com o nome de vila Nossa Senhora d’Ajuda, em 7 de setembro de 1560, sendo estabelecida na beira do Rio Tietê quando o padre José de Anchieta, juntamente com vários missionários, chegou à região com a finalidade de catequizar os índios guaianases.

A população começaria a crescer apenas em 1624, quando o padre João Álvares, construtor da capela da Conceição de Guarulhos e também da de São Miguel, decidiu levantar em sua propriedade localizada bem ao lado da aldeia de Itaquaquecetuba, um oratório em louvor a Nossa Senhora d’Ajuda que, em seguida, tornar-se-ia capela “que serviu de núcleo à povoação, legando-a, por sua morte, ao colégio dos jesuítas”. Este foi o marco inicial da povoação, que logo viria a se fixar em seu redor, com o nome, de Nossa Senhora da Conceição de Itaquaquecetuba, elevado à categoria de freguesia pela lei nº 17, de 28 de Fevereiro de 1838. A denominação reduzida para Itaquaquecetuba ocorreu somente no século XX, quando se separou de Mogi das Cruzes com sua elevação a município, pela lei Nº 2.456, de 30 de dezembro de 1953.

O primeiro censo realizado na Aldeia de Nossa Senhora d’Ajuda, em 1765, apresentou os seguintes resultados: 109 mulheres e 117 homens. Pouco cresceu a aldeia durante os próximos quase duzentos anos. Foi com a inauguração da variante da Estrada de Ferro Central do Brasil em 1925 que Itaquaquecetuba começou a crescer e a prosperar. A população segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística em 2010 é de 321 854 habitantes e a área é de 81,8 km². Está a 42,5 quilômetros de São Paulo, capital estadual.

“Itaquaquecetuba” é um nome de origem tupi que significa “ajuntamento de taquaras-faca”, através de junção dos termos takûara (taquara), kysé (faca) e tyba (ajuntamento).

12ª SEMANA NACIONAL DE MUSEUS

Ocorre anualmente em celebração ao Dia Internacional dos Museus, 18 de maio em âmbito mundial. No Brasil o evento é realizado por intermédio do Ministério da Cultura através do Instituto Brasileiro de Museus, IBRAM. O município de Itaquaquecetuba foi convidado a participar, e aceitando a nobre tarefa promoveu uma Exposição Filatélica no período de 12 a 31 de maio de 2014.

O evento teve a coordenação do Sr. João Roberto Baylongue, membro da SPP, presidente da Associação Brasileira de Carimbologia e diretor da empresa JRB Pesquisas, tendo uma programação variada sobre a filatelia e montagem de coleções:

  • Oficina de Práticas de Organização de Coleções de Selos
  • Tema aberto ao público de Como iniciar uma coleção, com exibição de filme
  • Encontro ”Promover a interação do educador nas diversas coleções”
  • Ação educativa através da recepção, orientação e participação dos estudantes e público em geral
  • Exposição Filatélica com o tema Filatelia “As Coleções Criam Conexões”

A Exposição e Encontro de Colecionadores de Itaquaquecetuba teve o apoio da Prefeitura Municipal, da Diretoria Regional dos Correios de São Paulo Metropolitana, da Federação das Entidades Filatélicas do Estado de São Paulo, da Associação Brasileira de Jornalistas Filatélicos e da Sociedade Philatélica Paulista, SPP.

Foram expostas 15 coleções de 13 filatelistas, sendo 8 coleções de membros da Sociedade Philatélica Paulista:

  • Cinco Continentes, de Rosa Sazatornil Angulo
  • Arte em Exposição, de Teruya Kazama
  • Visitando a Região, Carimbologia Regional, de Antonio Carlos Fernandes
  • Escravidão no Brasil, Presidentes da República, de Roberto Antonio Aniche
  • Homenagem a Ferraz: Vinicultura, de Reinaldo Basile
  • Trilhos do Passado, Ferrovias de Hoje, de Vilmar de Jesus Brito

SAMSUNG CAMERA PICTURESNo sábado 17 de maio, o filatelista Dr. Roberto Antonio Aniche promoveu uma palestra sobre a coleção “Escravidão no Brasil” explicando este período da história do Brasil nos seus aspectos políticos, sociais e econômicos, com boa afluência de visitantes, incluindo membros da SPP e do Clube Filatélico de Suzano com grande repercussão sobre o delicado tema.

Por iniciativa e criação do Sr.João Roberto Baylonge foi ministrado um curso permanente durante toda a exposição através de 5 quadros da exposição:SAMSUNG CAMERA PICTURES

  • Como conseguir seus selos
  • Lavando os selos
  • Secando e selecionando
  • Materiais filatélicos
  • Montagem de coleção

mostrando, de uma maneira didática, simples e eficiente como iniciar uma coleção de selos a todos os interessados nesta arte.

SAMSUNG CAMERA PICTURESA Exposição no Museu Municipal de Itaquaquecetuba foi visitada por aproximadamente 1.100 pessoas, entre público, estudantes e professores. Nesta última categoria a Exposição teve a presença de cerca de 100 professores nas oficinas de filatelia, adquirindo conhecimentos de forma pedagógica para levar até as salas de aula a importância do colecionismo na educação dos jovens.

Iniciativas como esta, valorizando e mostrando a Filatelia ao público em geral, a estudantes e professores, a clubes filatélicos e a filatelistas, como instrumento de cultura e divulgação de todos os ramos do conhecimento humano conseguem fortalecer e tornar a sociedade melhor, construindo alicerces para um futuro promissor.

A Filatelia, com seu imenso potencial pedagógico, pode transformar aulas “comuns” em aulas animadas, interessantes e motivadoras, em vista das possibilidades de desenvolver nos alunos o gosto pelo estudo e pelo processo de construção do conhecimento. Contribui significativamente para aumentar o senso de observação e análise, estimula a criatividade, desenvolve habilidades e incentiva a sociallização, bem como o interesse dos alunos em realizar pesquisas e ilustrar trabalhos escolares com imagens de selos sobre os mais diversos temas relacionados ao Brasil e o mundo.” (João Roberto Baylongye).

 

Fotografias:

1 – Dr.Roberto Aniche em palestra sobre a sua coleção “Escravidão no Brasil”
2 – Público presente às explicações das coleções
3 – Antonio Carlos Fernandes e João Roberto Baylongue, curador da exposição
4 – Almoço de confraternização: Teruya Kazama, João Roberto Baylongue, Antonio Carlos Fernandes e Dr.Roberto Aniche

Amigos Temporários e Grandes Amigos

Um mês sem comparecer à SPP é tempo demais e me trouxe a necessidade de voltar a ter o contato com todos os que a fazem ser como ela é: um local de descontração, troca de conhecimentos ou até para passar o tempo sem os aborrecimentos do nosso dia a dia.

Tive (e ainda tenho) um problema de saúde que me afastou nestes últimos trinta dias, não só das minhas atividades filatélicas, mas também do meu trabalho e do meu convívio social. Fui colocado de castigo pós-cirúrgico, de bengala e sem dirigir. Mas neste aniversário de 95 anos da SPP alguma coisa teria que mudar.

A dificuldade de me locomover até o Largo do Paissandu foi contornada. Quando digo que colecionar selos não é guardar peças filatélicas no cofre, mas guardar amigos e amigos no cofre do coração não estou exagerando. O problema foi contornado pelo Dr. Braz, mais do que nosso conselheiro jurídico, que teve o prazer de passar em casa e levar, eu e meu amigo temporário, a minha bengala, para a nossa sede. Sai da minha toca e chegeu à SPP.

01A conversa flui agradável e não poderia ser diferente. Todos, na SPP deixam de fora os problemas cotidianos para entrar num universo mágico de descontração e fraternidade. O churrasco, como sempre, estava insuperável. O mestre Miguel, especialista na arte, fez o melhor que pode. A cada evento ele se supera, dono de um enorme bom humor.

Sermos servidos, eu e minha bengala, pelo Miguel foi outro prazer indescritível. Fotografias à parte, ela, a bengala foi a alegria da festa: ela sofreu algumas tentativas de sequestro, mas sempre me servindo para as poucas caminhadas que precisei fazer. Nunca me havia atentado para o quão grande é o nosso salão social e como é difícil vencer pequenas distâncias sem minha amiga temporária.

Encontrar os amigos na SPP trouxe uma alegria inusitada no sábado de aniversário. Sérgio Marques, Cláudio, Tony, Antonio Carlos, nosso presidente o Basile, o velho amigo Alfredo e o Baylongue, e tantos outros que não caberiam neste artigo (e que peço desculpas por não citá-los um a um) todos incansáveis defensores da filatelia e da SPP e guardados no cofre dos amigos.

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Diversões e divagações à parte, o Leilão Beneficiente foi como sempre divertido e concorrido. Apenas um momento de tensão: alguém passou a minha querida bengala junto com as peças, imediatamente recuperada e salva no último instante! Já imaginaram ter que pagar para reconquistar uma amiga recente e indispensável?

Hora de ir embora. A solicitude do amigo Dr.Braz me levando até minha residência, com uma conversa agradável de velhos amigos fechou o sábado com chave de ouro. Eu insisto com a tese, comprovada inúmeras vezes: colecionar selos é encher o cofre do coração de amigos, o cofre do cérebro de conhecimentos e o cofre de alma dos mais sinceros sentimentos de amizade, fraternidade e humildade, que nos enriquecem ao extremo.

Esta é a minha SPP, aonde cada aniversário a torna maior no número de amigos e conhecimentos, em grandeza e humildade. Não esqueci a minha bengala, amiga temporária que me fez ver quantos amigos permanentes eu já fiz na estrada da vida.

Dela, espero me esquecer em breve, dos outros amigos, jamais!

Abril/2014

 

O Extinto Pássaro Dodô

BOLETIM DA SPP Nº 219 – ABRIL/2014

O EXTINTO PÁSSARO DODÔ

01 PASSARO DODOO Pássaro Dodô, também chamado de Dronte (Raphus cucullatus) foi uma ave não-voadora extinta das Ilhas Maurícias, uma das ilhas Mascarenhas na costa leste da África, perto de Madagascar, no Oceano Índico. A ave mais próxima geneticamente foi a também extinta solitário-de-rodrigues, também da subfamília Raphidae da família das pombas; sendo que a mais semelhante ainda viva é o pombo-de-nicobar.

O dodó tinha cerca de um metro de altura e podia pesar entre 10 e 23 quilos. A aparência externa é conhecida apenas por pinturas e textos escritos no século XVII, e por causa dessa considerável variabilidade a aparência exata é um mistério. Pouco se sabe com exatidão sobre o habitat e o comportamento, pois há poucos e discordantes textos descritivos: plumagem cinza acastanhado, pata amarela, um tufo de penas na cauda, cabeça cinza sem penas, e o bico de cerca de 23 centímetros, amarelo e verde.

A moela ajudava a ave a digerir os alimentos, incluindo frutas, e acredita-se que o principal 02 SELO MAURICIOhabitat tenha sido as florestas costeiras nas áreas mais secas das Ilhas Maurícias. As pedras da moela do Dodô eram de basalto (segundo alguns textos) e não existiam no local onde tinham sido desenterrados os ossos do dodó, mas a milhas de distância. Essa pedra ia crescendo á medida que crescia a moela, até atingir proporções do tamanho de um ovo de galinha. A pedra da moela dos dodós era a preferida para amolar facas!

Presume-se que o dodó tenha deixado de voar devido à facilidade de se obter alimento e a 03 SELO MAURICIOrelativa inexistência de predadores nas Ilhas Maurícias.

A primeira menção ao dodó do qual se conhece foi através de marinheiros holandeses em 1598 (os portuguêses visitaram a ilha em 1507, mas não fizeram relatos da ave). Nos anos seguintes, o pássaro foi predado por marinheiros famintos; seus animais domésticos e espécies invasoras que foram introduzidas durante esse tempo alimentavam-se dos ovos nos ninhos. A última ocasião aceita em que o dodó foi visto data de 1662. A extinção não foi imediatamente noticiada e alguns a consideraram uma criatura mítica. No século XIX, pesquisas conduziram a uma pequena quantidade vestígios, quatro espécimes trazidos para a Europa no século XVII. Desde então, uma grande quantidade de material subfóssil foi coletado nas Ilhas Maurício, a maioria do pântano Mare aux Songes.

04 SELO MAURICIOA extinção do Dodô em apenas cerca de um século após seu descobrimento chamou a atenção para o problema previamente desconhecido da humanidade envolvendo o desaparecimento por completo de diversas espécies.

As primeiras descrições conhecidas destas aves foram feitas pelos holandeses, que chamaram o pássaro mauriciano de walghvogel ( “pássaro chafurdador” ou “pássaro repugnante”), em referência ao 05 PASSARO DODOseu gosto. Embora muitos escritos posteriores digam que a carne era ruim, os primeiros jornais apenas diziam que a carne era dura, mas boa, embora não tão boa como a dos pombos, abundantemente disponíveis. O nome walgvogel foi usado pela primeira vez na revista do vice-almirante Wybrand van Warwijck que visitou a ilha em 1598 e denominou-a Maurícia.

Alguns autores atribuem o nome Dodô à palavra holandesa dodoor para “preguiçoso”, mas ele provavelmente está relacionada à dodaars (“nó-bunda”), referindo-se ao nó de penas sobre o traseiro do animal. O primeiro registro da palavra dodô está no relato do capitão Willem van Westsanen de 1602. Thomas Herbert usou o termo Dodo em 1627, mas não está claro se ele foi o primeiro a vê-lo, pois os portugueses já haviam visitado a ilha em 1507, embora não06 SELO LAOS tenham mencionado a ave. De acordo com o Microsoft Encarta e o Chambers Dictionary of Etymology, Dodo seria derivado do português arcaico doudo (atualmente doido). Também há textos afirmando que o nome foi uma aproximação onomatopaica do som que elas produziam, um piado de duas notas, que soava como “doo-doo”.

O último dodó foi morto em 1681, e não foi preservado nenhum espécime completo, apenas uma cabeça e um pé. Os restos do último dodó empalhado conhecido tinham sido mantidos no Ashmolean Museum em Oxford, mas em meados do século XVIII, o modelo – salvo as peças ainda existentes hoje – estava completamente estragado e foi jogado fora.

Em 1681, menos de 100 anos depois da chegada dos holandeses à ilha, o dodô foi declarado oficialmente extinto. Hoje, tudo o que resta do animal são esqueletos em museus na Europa, nos Estados Unidos e também em Maurício. A ciência garante que três espécies de dodó se extinguiram nas três ilhas nos três últimos séculos, e que só uns treze animais vivos viajaram das Mascarenhas para outras partes do mundo, entre elas um para o Japão.

Por fim, o Pássaro Dodô ficou imortalizado por fazer parte do desenho animado Alice no País das Maravilhas, de Walt Disney, sendo parte da cultura popular, frequentemente como um símbolo da extinção e obsolescência sendo frequente o seu uso como mascote das Ilhas Maurício.07 DISNEY PASSARO DODO

Bibliografia:
Mundo Estranho – Abril
Wikipedia.org
Infoescola.com
br.monografias
girafamania.com.br

Sepulturas e Cemitérios

Coleção de um quadro exposta na Brapex em novembro de 2015, Afinet em agosto de 2016, Expo-SPP em agosto de 2017 e Brapex em Outubro de 2017 em Brasília.

A coleção foi iniciada a partir de uma única peça, o Cartão Postal circulado em 1938 autografado por Clélia Garibaldi, filha de Giuseppe Garibaldi, comprada na Filatélica Marek, em São Paulo, como curiosidade. Clélia Garibaldi criou um Museu em memória de seu pai e vendia souvenirs, como este cartão autografado, para auxílio aos órfãos. A partir dai, foram cinco anos garimpando peças que trouxessem imagens de sepulturas e cemitérios para concluir a coleção.