Anne Frank – Um Recado Doloroso para o Futuro

Fig 1 Anne Frank
Fig. 1 – Anne Frank

ANNE FRANK foi uma menina judia, nascida em Frankfurt, Alemanha, no dia 12 de junho de 1929 (fig. 1). Filha de Otto Frank e de Edith Frank, que tinham outra filha, Margot Frank, tres anos e meio mais velha que Anne (fig. 2). A crise econômica, a ascensão de Hitler ao poder e o crescimento do antissemitismo põem fim à vida tranquila da família. Em 1933 eles saem da Alemanha, fugindo da perseguição de Hitler contra os judeus e emigrando para a Holanda.

Fig 2
Fig. 2 – A Família Frank

A família viveu uma vida normal por seis anos. Otto consegue estabelecer um negócio em Amsterdã e a família encontra uma casa em Merwedeplein. As filhas vão para a escola, Otto trabalha muito no seu negócio de componentes de geléia e Edith cuida da casa. À medida que a ameaça de guerra cresce na Europa, Otto e a sua família tentam emigrar para a Inglaterra e Estados Unidos, porém estas tentativas falham. A 1º de setembro de 1939, a Alemanha invade a Polônia. Começa a Segunda Guerra Mundial.

Fig 3 estrela-de-david
Fig. 3 – A Estrela de David

Em maio de 1940 a Holanda foi invadida pelos nazistas, capitulando cinco dias depois, época que começaram as restrições contra os judeus com uma série de decretos antissemitas: deveriam usar uma estrela amarela de identificação (fig.3) e eram submetidos a diversas proibições, além de terem muitos bens confiscados. Estas restrições iam desde não poderem ter seu próprio negócio, como determinavam horários de entrar e sair de casa, não poderem tomar ônibus, etc.

O DIÁRIO

No dia 12 de junho de 1942, quando completou 13 anos de idade, Anne ganhou um diário e nesse mesmo dia começou a escrever o seu cotidiano (fig. 4). Nele, ela relata os conflitos de uma adolescente e a tensão de viver escondida sobrevivendo com a comida armazenada, a ajuda recebida de amigos, o sofrimento da guerra, os bombardeios que aterrorizavam a família, e a possibilidade de o “anexo secreto” ser descoberto e serem mortos a tiros. O diário foi escrito entre 12 de junho de 1942 e 1.º de agosto de 1944.

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Fig. 4 – O Diário de Anne Frank

Durante o seu tempo no esconderijo, escreve sobre os acontecimentos no Anexo Secreto bem como sobre si mesma. O seu diário é um grande apoio e companheiro para ela. Anne também escreve contos e coleciona as suas frases favoritas de outros escritores no seu Livro de Belas Frases.

O Ministro da Educação da Holanda, através da rádio inglesa, faz um pedido para as pessoas guardarem os diários de guerra, Anne decide editar o seu e criar um romance chamado “O Anexo Secreto”. Ela começa a reescrever o seu diário, mas antes que consiga terminar, ela e as outras pessoas do esconderijo são presas.

Fig 5 Livro
Fig. 5 – O Diário de Anne Frank

Ao final da guerra, e já em Amsterdã Otto Frank descobriu que o diário da filha havia sido salvo por Miep Gies, que os havia ajudado no esconderijo. Após muito esforço, seu pai conseguiu publicar o diário, em 1947 com o título “O Diário de Anne Frank”, (fig. 5) que desde então é um dos livros mais traduzidos do mundo.. O livro foi traduzido em mais de 30 idiomas. O local do esconderijo de Anne Frank, em Amsterdã, é hoje um museu.

Anne escreveu no seu diário que queria tornar-se escritora ou jornalista e que gostaria de ver o seu diário publicado como um romance. Amigos de Otto Frank convenceram-no da grande expressividade do diário e, em 25 de junho de 1947, “O Diário de Anne Frank” é publicado numa edição de 3.000 exemplares. Seguem-se a esta, muitas outras edições, traduções, uma peça de teatro e um filme, tornando Anne Frank conhecida no mundo todo.

O ESCONDERIJO

Fig 6 Anexo
Fig. 6 – Parte do “Esconderijo”

A 5 de julho de 1942, Margot Frank recebe uma convocação para se apresentar para o campo de trabalho forçado na Alemanha. Logo no dia seguinte, a família Frank vai para o esconderijo, nos fundos de escritório de Otto Frank, na Prinsengracht, 263, permanecendo ali até 04 de agosto de 1944 (fig. 6). A família Van Pels vai para lá uma semana depois e em novembro de 1942 chega uma oitava pessoa ao esconderijo, o dentista Fritz Pfeffer. Eles ficam a morar no Anexo Secreto durante dois anos.

As pessoas no esconderijo têm que se manter em silêncio, frequentemente sentem medo e, bem ou mal, passam o tempo uns com os outros. Eles são ajudados pelos funcionários do escritório – Johannes Kleiman, Victor Kugler, Miep Gies e Bep Voskuijl – além do marido de Miep Gies, Jan Gies, e do gerente do armazém Johannes Voskuijl, o pai de Bep. Esses ajudantes tratam não somente de trazer alimentos, roupas e livros; eles também significam o contato com o mundo exterior para as pessoas no esconderijo.

Imediatamente após a prisão, Miep Gies e Bep Voskuijl resgatam o diário de Anne e papéis que foram deixados para trás no Anexo Secreto.

PAINEL 2
Painel 1 – Moradores do Esconderijo

A DESCOBERTA DO ESCONDERIJO

O grupo foi traído misteriosamente e na manhã de 4 de agosto de 1944 o esconderijo foi invadido pela Polícia de Segurança Nazista. As oito pessoas juntamente com os ajudantes

Fig 7
Fig. 7 – Campo de Auschwitz

Johannes Kleiman e Victor Kugler foram levadas para uma prisão em Amsterdã, depois transferidas para Westerbork, um campo de triagem. Os dois ajudantes são enviados para o campo de Amersfoort. Johannes Kleiman é libertado pouco depois da detenção e, seis meses mais tarde, Victor Kugler consegue escapar.

Em 03 de setembro os outros foram deportados e chegaram em Auschwitz (Polônia) (Fig. 7). Anne e sua irmã foram levadas para Bergen-Belsen, campo de concentração perto de Hannover (Alemanha). Apesar de intensas investigações, nunca ficou claro como o esconderijo foi descoberto.

CAMPO
FDC do Canadá de 11 de setembro de 2009 – O Holocausto – 1933-1945 – No verso do envelope uma imagem da libertação do Campo de Concentração de Wobbelin pelas tropas aliadas, em maio de 1945

 

A MORTE NO CAMPO DE CONCENTRAÇÃO

Anne Frank e sua irmã Margot morreram de tifo em Bergen-Belsen, Alemanha, em 12 de março de 1945, com apenas 15 anos. Seu pai, Otto Frank, único sobrevivente dos oito judeus do esconderijo, foi libertado pelas tropas russas.

O ÚNICO SOBREVIVENTE

Fig 8 Otto Frank
Fig. 8 – Otto Frank no Esconderijo após o fim da guerra. O Esconderijo foi esvaziado pelos nazistas e Otto não permitiu na época que ele fosse reocupado.

Otto Frank é o único das oito pessoas do esconderijo que sobrevive à guerra (fig. 8). Durante a sua longa viagem de volta à Holanda, ele descobre que sua mulher, Edith, morreu. Ele ainda não sabe o que aconteceu às suas filhas e mantém a esperança de reencontrá-las vivas. O seu retorno a Amsterdã ocorre no início de junho. Ele vai diretamente encontrar-se com Miep e Jan Gies e permanece com eles por mais sete anos.

Em julho, na tentativa da encontrar as suas filhas, Otto recebe a notícia de que ambas morreram de doença e fome em Bergen-Belsen. Miep Gies entrega-lhe então o diário e os papéis de Anne. Otto o lê e descobre uma Anne completamente diferente, ficando profundamente emocionado.

Após a publicação do Diário de Anne Frank, Otto Frank responde a milhares de cartas de pessoas que leram o diário da sua filha. Otto Frank permaneceu envolvido com a Anne Frank House e com campanhas pelo respeito dos Direitos Humanos até à sua morte, em 1980.

O ALCANCE ATUAL DA MENSAGEM DE ANNE FRANK

Fig 10 Filme
Fig. 10 – O Filme

Lançado um filme biográfico da adolescente, sob o título The Diary of Anne Frank (1959). Aclamado pela crítica, foi vencedor de três Oscars. Outro filme com o mesmo título foi lançado em 2001, além de outra filmagem de “ O Diário de Anne Frank”, em 2009 (fig. 10). Todos contam uma história verídica e triste, sobre uma corajosa menina, chamada Anne Frank e as duas famílias que se esconderam durante dois anos no anexo, durante o período de segunda Guerra Mundial.

 

Fig. 11 – Museu Anne Frank                  Fig. 12 – Estátua de Cera

O museu, também chamado de Casa de Anne Frank, foi inaugurado em 3 de maio de 1960, recebendo em torno de 600.000 visitantes por ano, vindos de todas as partes do mundo (fig. 11).

Anne também foi imortalizada com uma estátua de cera no Museu Madame Tussauds, (fig. 12) em Londres, além de ter sido considerada pela revista Time um ícone do último século.

Painel 1
Painel 2 – Selos com Anne Frank e/ou família Frank
Fig 13 800px-Anne_frank_memorial_bergen_belsen
Fig. 13 – Memorial Anne Frank em Berg-Belsen

Bibliografia

O Diário de Anne Frank, editora Record, 2003
http://www.google.com.br
https://www.ebiografia.com/anne_frank/
http://www.annefrank.org/pt/Anne-Frank/O-resumo-da-historia/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Anne_Frank
https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=184880
https://natedsanders.com/true-first-edition,-first-printing-of-”the-diary-of-anne-frank”-lot10004.aspx
http://sites.psu.edu/shamoryhtravel/2016/09/08/anne-frank-museum-amsterdam-netherlands/
http://www.ebay.com – diversas imagens de selos
http://www.mercadolivre.com.br – idem

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