Presidentes do Brasil

Coleção apresentada na Sociedade Philatélica Paulista em 27 de agosto de 2011 e na Expo-SPP, SP em agosto de 2014.

PRESIDENTES DO BRASIL
A História da República no Brasil inicia-se em 15 de novembro de 1889 com a destituição da família Real pelo Marechal Deodoro da Fonseca. Ao longo de 122 anos desta instituição podemos notar literalmente que a história se repete, ou tenta se repetir com novos personagens em novas épocas. As coincidências circunstanciais entre os acontecimentos dos diversos presidentes parecem que estão permitindo ao povo brasileiro corrigir grandes erros. No fundo assistimos nesta coleção, a 122 anos de disputa pelo poder a qualquer custo.

GOLPES DE ESTADO sempre foram uma tônica nas republiquetas latino-americanas, e no Brasil não poderia ser diferente. O Império, apesar do grande prestígio entre a população e outras nações passava por uma época difícil:

  • Dom Pedro só tinha filhas: a princesa Isabel era casada com o Conde D´Eu;
  • A Lei Áurea libertou os escravos mas não indenizou os fazendeiros;
  • A crise econômica que se estabelecera com a Guerra da Tríplice Aliança.

O Marechal Deodoro era monarquista convicto, mas foi traiçoeiramente enganado com boatos de que seria preso. Proclamou a República e voltou a dormir… No dia seguinte Dom Pedro II foi avisado que não era mais o imperador.

Em 1930 o candidato por São Paulo, Julio Prestes foi eleito presidente da República. No entanto oposicionistas lideraram uma revolução impedindo a posse do candidato após o assassinato de João Pessoa, vice de Getúlio Vargas. Na revolução o presidente Washington Luiz é deposto e Getúlio Vargas assume com um golpe de estado.

Em 1937 surgem denúncias de tentativas de implantação do comunismo no Brasil, o Plano Cohen, sendo decretado estado de sítio no Brasil. Sem resistência Getúlio Vargas deu um golpe de estado e instaurou uma ditadura em 10 de novembro de 1937, através de um pronunciamento transmitido por rádio a todo o País. O Congresso foi fechado, nomearam-se interventores para os estados e Getúlio governou com plenos poderes.

Em 1961 Jânio Quadros renuncia ao governo e João Goulart é impedido de assumir a presidência. Militares impedem a sua posse sendo Ranieri Mazzilli conduzido interinamente o país. Implantado o regime parlamentarista, João Goulart consegue assumir a presidência.
Em 1964 João Goulart é deposto com a desculpa de que se estava a implantar o regime comunista no Brasil. Ranieri Mazzilli novamente toma posse até que os militares assumissem o controle da política no Brasil, implantando uma ditadura militarizada com todos os graves prejuízos à democracia.

A INFLUÊNCIA NORTE-AMERICANA no Brasil mudou o rumo de nossa história por diversas vezes. Na segunda guerra mundial Getúlio Vargas tentou manter o país afastado da guerra em posição de neutralidade. No entanto é forçado a assinar um Acordo de Defesa Mútua em 1941, cedendo bases aéreas e marítimas, incluindo Fernando de Noronha aos Estados Unidos. A história conta que o Brasil teria sido invadido pelos norte-americanos para que o nordeste servisse como base avançada para as tropas, aviões e navios da coalisão.

Em 1942 o Brasil rompe relações diplomáticas com o eixo, deslocando tropas de infantaria, materiais, medicamentos, viaturas e aviões de combate. No entanto toda a força brasileira ficou sob o controle norte americano. A batalha de Monte Castelo durou três meses. A campanha toda custou ao Brasil cerca de 2.500 mortes e 12.000 mutilados de guerra. Roosevelt afirma que “Vargas é um ditador a serviço da democracia”.

Em 1964 houve um movimento de reação, por parte de setores conservadores da sociedade brasileira – notadamente as Forças Armadas, o alto clero da Igreja Católica e organizações da sociedade civil, apoiados fortemente pela potência dominante da época, os Estados Unidos da América – ao temor de que o Brasil viria a se transformar em uma ditadura socialista similar à praticada em Cuba, após a falha do Plano
O temor ao comunismo influenciou a eclosão de uma série de golpes militares na América Latina, seguidos por ditaduras militares de orientação ideológica à direita, com o suposto aval de sucessivos governos dos Estados Unidos da América, que consideravam a América Latina como sua área de influência.
No Brasil golpe derrubando o pres. João Goulart estabeleceu um regime alinhado politicamente aos Estados Unidos da América e acarretou profundas modificações na organização política do país, bem como na vida econômica e social. Os Estados Unidos apoiavam, financiavam se identificavam com ditaduras de direita no auge da guerra fria com a Rússia.

AS GUERRAS INTERNAS no Brasil são um ponto vergonhoso na história de nossa nação, sempre apoiadas em “verdades criadas” para a manutenção do poder. Assim em 1897 o presidente Prudente de Morais rcebe informações de que o beato Antonio Conselheiro armara um exército que estava marchando para o Rio de Janeiro com a intenção de depor a república e reinstalar a monarquia. Após quatro sangrentas batalhas Prudente ordena a destruição total de Canudos. Cerca de 20.000 pessoas, incluindo mulheres, velhos e crianças são assassinados, os líderes são degolados e Canudos é incendiada.

Durante o governo Médici, na década de 70, militantes do PCdoB tentaram criar uma república socialista nos moldes de Cuba e China, começando pela bacia do Rio Araguaia. Para combater os 79 guerrilheiros o exército colocou 5.000 homens na região. Todos foram assassinados e tiveram seus corpos desaparecidos. Dentre os envolvidos, Osvaldo Orlando da Costa, guerrilheiro temido, foi morto com um tiro de calibre 12. Seu corpo foi içado em uma corda por helicóptero e solto do alto. Novamente içado pelo helicóptero foi exibido como troféu para a população local. A segunda guerrilha do Araguaia ocorreu no município de Piçarra, com o exército expulsando famílias à força, fuzilando homens e violentando mulheres.

A EVOLUÇÃO DOS SELOS NOS MANDATOS segue um padrão distinto:
Na República Velha são homenageados os presidentes em diversos selos, além de outros sequer aparecerem em peças filatélicas. Até a presidência de Getúlio Vargas os presidentes são homenageados com suas efígies estampadas em raros selos. Já na era Juscelino surgem selos e envelopes destacando não só o presidente, mas também as obra do seu governo, numa nítida propaganda política para aumentar o índice de popularidade.

A estratégia segue durante a ditadura militar, num tipo de propaganda para aumentar a aprovação do regime pelo povo. Assim grandes obras como Itaipu, Transamazônica, empresas como Embraer tem selos, máximos postais, carimbos sempre vistosos. O lema “Brasil, ame-o ou deixe-o” torna-se evidente em todas as ações do governo e nos Correios não seria diferente.

Após a saída dos militares nossos selos entram num certo marasmo em relação aos presidentes, exceção feita ao ex-presidente Lula, num selo excessivamente maquiado a “photoshop” posando como um verdadeiro santo pai-dos-pobres, verdadeira propaganda eleitoral.

Créditos
Os dados da história do Brasil podem ser coletados na internet. Sites importantes como o da Presidência da República, a Wikipedia (sempre com atenção para as páginas não confiáveis), o Google, bem como bons e velhos livros de história. Caso o texto seja considerado ofensivo a qualquer pessoa, informo que não é de nosso interesse nem nossa intenção fazê-lo. Humildemente solicitamos desculpas bem como retiraremos o parágrafo considerado ofensivo ou não merecedor de crédito. Internet, enciclopédias, livros e apostilas de história do Brasil nem sempre mostram a realidade.

Afinal de contas, 511 anos de história do Brasil, entre Colônia, Império e República nos mostraram que a verdade muda com o tempo. Mostra também que mentiras faladas repetidas vezes com convicção podem tornarem-se verdades absolutas. Infelizmente.

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