O Deficiente Físico na Filatelia

O DEFICIENTE FÍSICO NA FILATELIA

Iniciei esta coleção por incentivo de um amigo da SPP, até porque minha residência médica em Ortopedia e Traumatologia foi feita no Complexo Hospitalar do Mandaqui, um hospital de referência em politraumatizados. Por ter trabalhado também como médico na Prefeitura de São Paulo sempre em extrema periferia por opção própria, deparei-me com centenas de deficientes na minha vida profissional. Uma centena de amputações salvadoras ou tornam o médico mais humano ou mais insensível. Felizmente eu faço parte do primeiro grupo.

Quando após 21 anos tive que sair da atividade em pronto socorro e passar ao ambulatório passei a me dedicar à reabilitação, mas em todos os tipos de deficiência, desde crianças e adultos com paralisia cerebral até amputados por outras doenças que não o traumatismo.

Aprendi que o deficiente físico pode se tornar um “Deficiente Eficiente” se for dado a ele oportunidades e condições. A família deve ser tratada! Ele não deve ser um peso para a sociedade, mas um cidadão a mais que pode contribuir com trabalho e experiência.

Este foi o escopo desta coleção. Quando a ONU declarou que 1981 seria o Ano Internacional do Deficiente e conscientizou todos os governos da importância deles, as agências dos correios emitiram muitos selos e blocos sobre o tema. O selo é uma mensagem que atinge todos os cantos do planeta e os governos sabem disso. Foram mostrados, através deles, experiências de superação, modelos de gestão, participação de deficientes no trabalho, nos esportes e no lazer.

Esta coleção poderá ser desmembrada em cada tópico, em cada tipo de deficiência ou ação, cabendo aí em um, dois ou três quadros, de maneira a tornar mais simples e objetiva a sua exposição e compreensão.

Enfim, somos todos cidadãos do mundo, seres humanos com o mesmo genoma básico, diferentes porém iguais em anatomia, fisiologia, forma, direitos legais e sociais, as diversas linguagens expressam as mesmas coisas com palavras diferentes. Assim devemos ser todos nós, diferentes em nossa matéria grosseira, porém espiritualmente iguais.

A exposição pode ser vista na íntegra no endereço

https://www.facebook.com/filateliapaulista/videos/1715724838473689/

Para ver a coleção completa clique em:

Coleção “O Deficiente Físico na Filatelia”

Roberto Antonio Aniche
Médico Ortopedista
Membro da SPP Soc.Philatélica Paulista
Membro da Sobrames Soc.Bras.Médicos Escritores

Momentos Econômicos e a Música Erudita no Brasil

Em termos de Arte, o Brasil é um país muito jovem. Se considerarmos a música clássica que começa num Brasil Colônia, espoliado, sem direito a educação podemos considerar que nossos primeiros músicos foram eminentemente heróis. Olhando um pouco mais adiante, quando falamos em música nacionalista, com raízes no nosso próprio território e nas tradições incipientes genuinamente brasileiras, nossa música clássica ainda é uma recém nascida…

Esta coleção, longe de entrar em uma competitiva porque esta nunca foi a sua intenção, mostra como a Música Clássica caminha de mãos dadas com a riqueza, em qualquer lugar do mundo. Música Clássica é uma arte para aqueles que se dedicaram a vida inteira para compô-la ou executá-la, é uma arte de alto custo, pois demanda tempo em curva de aprendizado, instrumentos musicais, professores, teatros, e ainda tem que buscar o seu público.

A Música Clássica se inicia no Brasil dentro das Igrejas. Estas sempre foram ricas, quer por doações, muitas vezes de maneira espúria como a venda das indulgências, ou por expropriações como no episódio sombrio da Inquisição. O estudo do sacerdócio já no noviciato tinha a música como componente do curriculum.

A Música Clássica segue geograficamente os nossos ciclos da riqueza: o Ciclo do Ouro, Ciclo da Borracha, Ciclo do Café. Modernamente segue em companhia da riqueza, nas grandes metrópoles através de doações de bancos, financeiras ou indústrias. O mecenato, tão comum na Veneza antiga, hoje é modesto. As subvenções governamentais são cada dia menores, com o fechamento de orquestras e desmonte dos teatros.

Mas ela sempre sobreviverá através de suas gravações e por esta maravilha chamada internet, que da mesma forma que divulga a música-lixo, divulga e mantém viva a Música Clássica.

Semana de Arte Moderna de 1922 – Causas e Consequências

Coleção apresentada na SPP em maio de 2012, na Expo-SPP em agosto de 2012 e agosto de 2016, Americana em junho de 2014, Cruzeiro em julho de 2012.

A Semana de Arte Moderna, também chamada de Semana de 22, ocorreu em São Paulo, entre os dias 11 e 18 de fevereiro de 1922, no Teatro Municipal da cidade. Cada dia da semana trabalhou um aspecto cultural: pintura, escultura, poesia, literatura e música. O evento marcou o início do modernismo no Brasil e tornou-se referência cultural do século XX.

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Cartaz do último dia do evento

A Semana de Arte Moderna representou uma verdadeira renovação de linguagem, na busca de experimentação, na liberdade criadora da ruptura com o passado e até corporal, pois a arte passou então da vanguarda para o modernismo.Participaram da Semana nomes consagrados do modernismo brasileiro, como Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Víctor Brecheret, Plínio Salgado, Anita Malfatti, Menotti Del Picchia, Guilherme de Almeida, Sérgio Milliet, Heitor Villa-Lobos,Tácito de Almeida, Di Cavalcanti entre outros. (wikipedia.org)

O mundo vivia grandes transformações científicas, artísticas, filosóficas e religiosas tendo a Europa como berço para estas transformações. A Primeira Grande Guerra traz modificações sociais e econômicas no mundo, destruindo todo um romantismo europeu (e porque não mundial?) em todas as relações humanas. A Revolução Russa de 1917 destroi o mito de governos com poder divino sobre os cidadãos para criar o poder da força sobre toda a sociedade russa.

A Europa entra em ebulição artística como resposta a todas as transformações que sofre, e o Brasil, importador da cultura européia não fica atrás. A Semana de Arte Moderna de 1922 foi um marco que ficará em nossa história como o acontecimento que tirou o Brasil de um passado bairrista para um futuro a ser percorrido.

Presidentes do Brasil

Coleção apresentada na Sociedade Philatélica Paulista em 27 de agosto de 2011 e na Expo-SPP, SP em agosto de 2014.

PRESIDENTES DO BRASIL
A História da República no Brasil inicia-se em 15 de novembro de 1889 com a destituição da família Real pelo Marechal Deodoro da Fonseca. Ao longo de 122 anos desta instituição podemos notar literalmente que a história se repete, ou tenta se repetir com novos personagens em novas épocas. As coincidências circunstanciais entre os acontecimentos dos diversos presidentes parecem que estão permitindo ao povo brasileiro corrigir grandes erros. No fundo assistimos nesta coleção, a 122 anos de disputa pelo poder a qualquer custo.

GOLPES DE ESTADO sempre foram uma tônica nas republiquetas latino-americanas, e no Brasil não poderia ser diferente. O Império, apesar do grande prestígio entre a população e outras nações passava por uma época difícil:

  • Dom Pedro só tinha filhas: a princesa Isabel era casada com o Conde D´Eu;
  • A Lei Áurea libertou os escravos mas não indenizou os fazendeiros;
  • A crise econômica que se estabelecera com a Guerra da Tríplice Aliança.

O Marechal Deodoro era monarquista convicto, mas foi traiçoeiramente enganado com boatos de que seria preso. Proclamou a República e voltou a dormir… No dia seguinte Dom Pedro II foi avisado que não era mais o imperador.

Em 1930 o candidato por São Paulo, Julio Prestes foi eleito presidente da República. No entanto oposicionistas lideraram uma revolução impedindo a posse do candidato após o assassinato de João Pessoa, vice de Getúlio Vargas. Na revolução o presidente Washington Luiz é deposto e Getúlio Vargas assume com um golpe de estado.

Em 1937 surgem denúncias de tentativas de implantação do comunismo no Brasil, o Plano Cohen, sendo decretado estado de sítio no Brasil. Sem resistência Getúlio Vargas deu um golpe de estado e instaurou uma ditadura em 10 de novembro de 1937, através de um pronunciamento transmitido por rádio a todo o País. O Congresso foi fechado, nomearam-se interventores para os estados e Getúlio governou com plenos poderes.

Em 1961 Jânio Quadros renuncia ao governo e João Goulart é impedido de assumir a presidência. Militares impedem a sua posse sendo Ranieri Mazzilli conduzido interinamente o país. Implantado o regime parlamentarista, João Goulart consegue assumir a presidência.
Em 1964 João Goulart é deposto com a desculpa de que se estava a implantar o regime comunista no Brasil. Ranieri Mazzilli novamente toma posse até que os militares assumissem o controle da política no Brasil, implantando uma ditadura militarizada com todos os graves prejuízos à democracia.

A INFLUÊNCIA NORTE-AMERICANA no Brasil mudou o rumo de nossa história por diversas vezes. Na segunda guerra mundial Getúlio Vargas tentou manter o país afastado da guerra em posição de neutralidade. No entanto é forçado a assinar um Acordo de Defesa Mútua em 1941, cedendo bases aéreas e marítimas, incluindo Fernando de Noronha aos Estados Unidos. A história conta que o Brasil teria sido invadido pelos norte-americanos para que o nordeste servisse como base avançada para as tropas, aviões e navios da coalisão.

Em 1942 o Brasil rompe relações diplomáticas com o eixo, deslocando tropas de infantaria, materiais, medicamentos, viaturas e aviões de combate. No entanto toda a força brasileira ficou sob o controle norte americano. A batalha de Monte Castelo durou três meses. A campanha toda custou ao Brasil cerca de 2.500 mortes e 12.000 mutilados de guerra. Roosevelt afirma que “Vargas é um ditador a serviço da democracia”.

Em 1964 houve um movimento de reação, por parte de setores conservadores da sociedade brasileira – notadamente as Forças Armadas, o alto clero da Igreja Católica e organizações da sociedade civil, apoiados fortemente pela potência dominante da época, os Estados Unidos da América – ao temor de que o Brasil viria a se transformar em uma ditadura socialista similar à praticada em Cuba, após a falha do Plano
O temor ao comunismo influenciou a eclosão de uma série de golpes militares na América Latina, seguidos por ditaduras militares de orientação ideológica à direita, com o suposto aval de sucessivos governos dos Estados Unidos da América, que consideravam a América Latina como sua área de influência.
No Brasil golpe derrubando o pres. João Goulart estabeleceu um regime alinhado politicamente aos Estados Unidos da América e acarretou profundas modificações na organização política do país, bem como na vida econômica e social. Os Estados Unidos apoiavam, financiavam se identificavam com ditaduras de direita no auge da guerra fria com a Rússia.

AS GUERRAS INTERNAS no Brasil são um ponto vergonhoso na história de nossa nação, sempre apoiadas em “verdades criadas” para a manutenção do poder. Assim em 1897 o presidente Prudente de Morais rcebe informações de que o beato Antonio Conselheiro armara um exército que estava marchando para o Rio de Janeiro com a intenção de depor a república e reinstalar a monarquia. Após quatro sangrentas batalhas Prudente ordena a destruição total de Canudos. Cerca de 20.000 pessoas, incluindo mulheres, velhos e crianças são assassinados, os líderes são degolados e Canudos é incendiada.

Durante o governo Médici, na década de 70, militantes do PCdoB tentaram criar uma república socialista nos moldes de Cuba e China, começando pela bacia do Rio Araguaia. Para combater os 79 guerrilheiros o exército colocou 5.000 homens na região. Todos foram assassinados e tiveram seus corpos desaparecidos. Dentre os envolvidos, Osvaldo Orlando da Costa, guerrilheiro temido, foi morto com um tiro de calibre 12. Seu corpo foi içado em uma corda por helicóptero e solto do alto. Novamente içado pelo helicóptero foi exibido como troféu para a população local. A segunda guerrilha do Araguaia ocorreu no município de Piçarra, com o exército expulsando famílias à força, fuzilando homens e violentando mulheres.

A EVOLUÇÃO DOS SELOS NOS MANDATOS segue um padrão distinto:
Na República Velha são homenageados os presidentes em diversos selos, além de outros sequer aparecerem em peças filatélicas. Até a presidência de Getúlio Vargas os presidentes são homenageados com suas efígies estampadas em raros selos. Já na era Juscelino surgem selos e envelopes destacando não só o presidente, mas também as obra do seu governo, numa nítida propaganda política para aumentar o índice de popularidade.

A estratégia segue durante a ditadura militar, num tipo de propaganda para aumentar a aprovação do regime pelo povo. Assim grandes obras como Itaipu, Transamazônica, empresas como Embraer tem selos, máximos postais, carimbos sempre vistosos. O lema “Brasil, ame-o ou deixe-o” torna-se evidente em todas as ações do governo e nos Correios não seria diferente.

Após a saída dos militares nossos selos entram num certo marasmo em relação aos presidentes, exceção feita ao ex-presidente Lula, num selo excessivamente maquiado a “photoshop” posando como um verdadeiro santo pai-dos-pobres, verdadeira propaganda eleitoral.

Créditos
Os dados da história do Brasil podem ser coletados na internet. Sites importantes como o da Presidência da República, a Wikipedia (sempre com atenção para as páginas não confiáveis), o Google, bem como bons e velhos livros de história. Caso o texto seja considerado ofensivo a qualquer pessoa, informo que não é de nosso interesse nem nossa intenção fazê-lo. Humildemente solicitamos desculpas bem como retiraremos o parágrafo considerado ofensivo ou não merecedor de crédito. Internet, enciclopédias, livros e apostilas de história do Brasil nem sempre mostram a realidade.

Afinal de contas, 511 anos de história do Brasil, entre Colônia, Império e República nos mostraram que a verdade muda com o tempo. Mostra também que mentiras faladas repetidas vezes com convicção podem tornarem-se verdades absolutas. Infelizmente.

Escravidão no Brasil – Aspectos Históricos

História ilustrada da Escravidão no Brasil, do descobrimento até o início da República.

A escravidão no mundo se inicia na Mesopotâmia, há cerca de 5.000 anos atrás, numa relação entre dominador e dominado, vencedor e vencido. Portugal, no século XIV comprava escravos chineses, povos muçulmanos vencidos eram escravizados com a anuência da igreja. Muitos judeus convertiam-se em cristãos-novos para fugir da dominação, já que a Santa Sé proibia a escravidão de católicos.

Quando da descoberta do Brasil, Portugal não tinha sequer mão de obra para a colonização, e numa tentativa de proteger a terra de invasões inicia o povoamento com o regime de capitanias hereditárias. Nesta primeira fase o índio é vencido e escravizado, novamente na base da dominação e imposição de castigos físicos. Este primeiro regime escravagista encontra algumas resistências: o índio não é afeito ao trabalho fixo, já que sua economia é baseada na caça e pesca pelos homens, enquanto as mulheres cultivam a horta. Portugal olha os índios como seus súditos e a Igreja não recomenda a escravidão (apesar de ser dona de escravos, além de fazer uma dominação através das ordens jesuíticas).

Inicia-se no Brasil o ciclo das grandes plantações, necessitando de mão de obra barata e forte, provida por Portugal através de negros comprados nas costas da África. Estes escravos eram trocados por cachaça e tecidos em entrepostos na costa do continente. Portugal (e mais tarde França, Espanha e Inglaterra) fomentariam guerras entre tribos, aonde os perdedores seriam vendidos como escravos, além destas mesmas tribos serem obrigadas a pagar um tributo em escravos a cada período de tempo. O Brasil importa inclusive escravos alfabetizados (em árabe!), conquistados de tribos muçulmanas do norte da África.

Os escravos servem na lavoura, na mineração e dentro dos centros urbanos. Quanto pior o tratamento imposto à escravaria, maiores as chances de revoltas, com fugas, assassinatos e a formação de quilombos. Também começam a surgir os escravos alforriados ou libertos, as ordens religiosas e um discreto movimento abolicionista. A figura do escravo de ganho, aquele que trabalhava durante o dia e deveria pagar um certo valor ao seu proprietário, surge a princípio na mineração, mas logo se expande na culinária, barbearias, músicos e também na prostituição, proibida pela metrópole.

O escravo participa das guerras, luta junto com o índio e o branco contra as invasões francesas e holandesas, o que aumenta a força do movimento abolicionista, que passa a conseguir leis que protegem o escravo dos castigos corporais extremos, extingue a pena de morte por desobediência, enquanto que o governo do Império inicia, sob forte pressão da sociedade (inclusive parte da aristocracia) uma série de leis que visa extinguir o regime escravocrata, porém de maneira lenta.

Surgem as Leis proibindo o tráfico de escravos (e combatendo e punindo o contrabando, inclusive dentro do próprio território), a Lei do Ventre Livre, a Lei dos Sexagenários e finalmente a Lei Áurea, que, apesar de libertar os escravos não possui nenhuma logística para a recolocação da mão de obra.

Parte dos escravos continua nas próprias fazendas, vivendo em regime de semi-escravidão, outra parte inicia seus próprios negócios, e muitos tornam-se, pela falta de perspectiva e trabalho, mendigos, prostitutas e ladrões. Neste clima a República é proclamada, mas também sem qualquer plano de ação para diminuir a pobreza em que esta nova leva de cidadãos se encontrava. Antonio Conselheiro surge como uma luz a guiar os ex-escravos no reduto de Canudos.

No período escravista o Brasil conhece grandes líderes abolicionistas, escritores, políticos, jornalistas, republicanos na maioria. Vê surgir a Maçonaria que se infiltra dentro do próprio governo imperial anunciando que a nação precisava de novos rumos. O Brasil tem a chance de crescer economicamente colhendo vantagens sobre a invasão do Haiti pelas forças de Napoleão destruindo todo o regime de plantation, a Guerra de Secessão americana, que abre as portas do Brasil para a exportação do algodão, mas também vê, sem qualquer reclamação, todo o seu ouro ser escoado para a Inglaterra via Portugal, financiando a Revolução Industrial Inglesa.

Este é o resumo de praticamente quatro séculos de escravidão no Brasil, aonde o caldeirão de raças e culturas aqui implantado colheu, ao final, laços verdadeiros de liberdade, igualdade e fraternidade, a verdadeira influência que nossos abolicionistas tiveram a coragem de implantar em nossa Pátria.

Escravidao no Brasil

Coleção exposta com palestra na SPP Sociedade Philatélica Paulista em 30 de junho de 2012 e na Exposição Filatélica de Itaquaquecetuba no Museu da cidade, no período de 12 a 18 de maio de 2014, com palestra e discussão com os visitantes presentes no dia 17 de maio, além de ser exposta também na Expo-SPP em agosto de 2014.

Curiosidades Postais e Filatélicas

Coleção apresentada na Expo-SPP em julho de 2013 e na SPP novembro de 2013.

Li um artigo que dizia que colecionar é juntar coisas inúteis, catalogá-las e a seguir atribuir um valor a elas, de acordo com a  raridade, a dificuldade em  consegui-las e o tal do valor sentimental.

Esta coleção começou com “coisas” verdadeiramente tidas como inúteis, envelopes encontrados em lotes comprados, ganhos, enfim, peças  que não se enquadravam em nenhuma coleção que eu faço, mas que não iam  para o lixo por puro sentimentalismo. Até as coloquei numa caixa de sapatos  vazia com um rótulo de “Peças Estranhas”…

Quando da EXPO-SPP de 2013 tentei apresentar novas coleções,  diferente dos meus temas  preferidos de História do Brasil lembrei-me do meu bau de coisas sem significado. Lembrei-me de tantas coisas inúteis  que compramos, ganhamos e criamos.

As curiosidades foram montadas e, se na EXPO-SPP muito a custo  consegui montar dois quadros, hoje já passam de cinco! Recebi a  colaboração de vários colegas, passei a me interessar e procurar por peças em todos as feiras de filatelia, encontros de comerciantes, casas filatélicas, além dos sites de leilões da internet.

Apresentei a coleção com muito orgulho, consegui provar que  colecionar é sentir o prazer de buscar, encontrar, organizar, catalogar e finalmente apresentar todo este trabalho aos colegas e amigos. Foi como recolher um vira-latas da rua e ver que você e ele se tornaram amigos  inseparáveis, que ele, mesmo sem raça definida consegue transmitir boas  coisas e novos desafios.

Enfim, esta é a minha coleção de “Curiosidades Postais e Filatélicas”.

Tenham um pouco de paciência para abrir o arquivo, afinal, são 105 folhas e cerca de 27 MB de tamanho.

Bom divertimento!

CURIOSIDADES POSTAIS E FILATELICAS