Recuperando Selos Auto-Adesivos – Parte II

Artigo publicado no Boletim da SPP nº 198 de dezembro/2006 a abril/2007
Revisado em 15 de setembro de 2009.

Continuo a minha saga para obter selos autoadesivos circulados e descolados dos envelopes sem goma residual. A princípio não tive dificuldades em aplicar o método descrito no artigo anterior, mas obviamente as dificuldades surgiram.

Alguns selos são impossíveis de ter a sua goma enfraquecida com benzina e portanto impossíveis de serem destacados de fragmentos de envelopes sem que ocorram lacerações, rasgos ou amincis. São eles:

– 1993 – Bandeira Nacional (Catálogo RHM 695)
– 1994 – Bandeira Nacional (Catálogo RHM 698)
– 1994 – 1º Porte Impresso Categoria II (Catálogo RHM 706)
– 1994 – 3º Porte Nacional (Catálogo RHM 707) – 1996
– Turismo (Catálogo RHM 719 a 723)
– 1996 – Turismo II (Catálogo RHM 724 a 728)
– 1997 – Aviões Brasileiros (Catálogo RHM 729 a 733)
– 1997 – Selos em cadernetas, cidadania (Catálogo RHM 744 a 748)
– 1998 – Selos em cadernetas, raças (Catálogo RHM 760 a 764)

Os demais selos descolam-se facilmente com benzina, apesar de manterem um resíduo de cola que deve ser talqueado para não aderir aos hawids ou filabands. No entanto os selos mencionados não descolam com os solventes que testei: benzina, acetona, éter sulfídrico, thiner.

Para estes selos, resta-nos cortar o envelope ou fragmento rente ao picote ou denteação para colocá-los em nosso álbum.

Enviei dois e-mails para a Divisão Central Filatélica dos Correios em 14 e 15 de outubro de 2006, mas não obtive qualquer resposta de como proceder para liberar os selos dos envelopes. Mas nada tira a beleza de um álbum com selos verdadeiramente circulados do Brasil e os selos ordinários muito se prestam a este hobby.

O Catálogo RHM fornece todas as explicações, descrevendo e codificando as variedades de todos os selos, o que torna a montagem deste álbum verdadeiramente fascinante e desafiadora, sobretudo por termos, segundo o mesmo catálogo, poucos selos difíceis de se encontrar ou muito caros.

Abaixo temos uma folha do álbum montado com selos autoadesivos descolados com benzina e talqueados para anular a cola resistente.

Bom divertimento!

Roberto Antonio Aniche
Membro da SPP – Sociedade Philatélica Paulista
Membro da Sobrames – Sociedade Brasileira de Médicos Escritores

Fig 1

3 comentários em “Recuperando Selos Auto-Adesivos – Parte II”

  1. Muito útil sua pesquisa. Eu uso removedor vendido em supermercado na seção de produtos de limpeza para casa. Acredito ser à base de aguarrás, conforme li no rótulo o nome técnico do componente que é a base desses produtos. Uso um sem cheiro. Mas realmente há selos que não saem de maneira nenhuma. Costumo deixar 24 horas na solução e alguns soltam sozinhos.
    Abraço e que um dia possamos trocar algumas ideias…e claro: selos…rsrsrsrs…
    Moro em Palmas TO. TO,TOininformações

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