Exposição Americana 2018 – 20 anos da SOFIA Soc.Filatélica de Americana

Uma dupla comemoração marcou o dia 15 de setembro de 2018 na Escola SENAI Prof.João Batista Salles da Silva (fig.1), na maravilhosa cidade de Americana, distante apenas a cerca de 130 quilômetros da capital de São Paulo: o Dia do Encontro (Open House) marcando os 36 anos de história desta escola para alunos, ex-alunos, ex-funcionários e comunidade, e o 20ª aniversário da SOFIA, Sociedade Filatélica de Americana.

001 ESCOLA SENAI
Fig.1 Escola Senai Prof,João Batista Salles da Silva, Americana, SP

Este evento traz uma mostra de coleções de “Um Quadro”, de 15 a 22 de setembro de 2018 no hall principal da escola, junto com outras atividades ali desenvolvidas.

A Abertura da Expo-Americana 2018 ocorreu no Auditório da Escola, iniciando com o Hino Nacional Brasileiro, brilhantemente executado pela Banda Marcial SENAI Americana (fig.2), regida pelo Maestro Raphael de Araújo Franco. Esta Banda é formada por jovens alunos que se dedicam ao estudo e à música de maneira soberba, fruto da dedicação de toda a escola na formação de verdadeiros cidadãos.

 

O presidente da SOFIA, Sr. Gerson Francisco Quinhone fez a abertura da cerimônia (fig.3), seguido pelo Sr.Rubem Porto Junior, presidente da Federação Brasileira de Filatelia, pelo Sr.Marcelo Virgilio, diretor da Escola Senai. A seguir o Sr.Reinaldo Estevão de Macedo, vice-presidente da Federação Internacional de Filatelia fez também sua preleção.

Todos enalteceram o crescimento da filatelia entre os jovens, hobby este utilizado como instrumento didático, além de despertar a curiosidade e a disciplina entre eles.

A seguir tivemos o lançamento das peças filatélicas do evento: o selo personalizado do 20º anivesário da Sofia e o carimbo comemorativo (figs. 4 e 5) pelo Coordenador de Vendas de Americana dos Correios, Sr.Rodrigo da Silva Padula, tendo as obliterações sido feitas pelos Srs. Marcelo Virgilio, Reinaldo Estevão de Macedo, Rubens Porto Junior, Gerson Francisco Quinhone, Mário Xavier Junior e Sérgio Mastrorosa.

006 MIMO MARCELO VIRGILIO

Gerson Quinhone fez a entrega de um mimo de recordação do evento ao Sr.Marcelo Virgilio (fig. 6), diretor da Escola SENAI pelo apoio e incentivo à filatelia. O Diploma de Amigo da Filatelia foi entrega a Wellington Medeiros, Chefe do Grupo Escoteiro, Rubem Porto Junior, Presidente FEBRAF e Dr.Braz Martins Neto, Vice-Presidente da SPP.

A Medalha Comemorativa do Evento foi entregue para os Srs. Marcelo Virgilio, Reinaldo Estevão de Macedo, Rodrigo da Silva Pádula, Rafael de Araujo Franco, Rogério Aparecido Silva, Mário Xavier Junior e Sérgio Mastrorosa.

Gerson Quinhone entregou também a medalha para o Sr.Paulo Roberto Massenani, ilustrador que criou o selo personalizado e o carimbo comemorativo do evento.

A SOFIA foi fundada em 31 de janeiro de 1998 com a missão de divulgar e incentivar o colecionismo nas suas várias áreas: filatelia, numismática, cartofilia e telecartofilia e vem cumprindo com orgulho sua tarefa.

Nesta comemoração a SOFIA fez a cerimonia de troca de sua Bandeira (figs.7 e 8), para uma nova, mais atual, estilizada e mostrando a nova face desta jovem Sociedade.

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Fig.9 – Abertura da Exposição

 

A seguir foi feita a entrega dos prêmios para as coleções com maior número de pontos:

Premio Especial SPP – Coleção Karatê, de Giovane Quinhone
Premio CTC – Coleção São José de Anchieta, de Agnaldo Gabriel
Premio CFB – Coleção Doutoras da Igreja, de José Ricardo Barreto
Premio RTB Eventos – Coleção Um Fio de Esperança, de Antonio Eleftheriou
Grande Premio Americana – Coleção Os Carimbos do Correio da Granja, de Mário Xavier

 

A cerimônia terminou com a entrega de um mimo de recordação para Rubem Porto e Reinaldo Estevão de Macedo, seguida pela abertura da Exposição (fig.9), com expressiva presença de grandes colecionadores de São Paulo, Americana, Santos e outras cidades do interior (fig.10)

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Fig.10 – Filatelistas presentes na Expo Americana 2018

 

 

X Expo-SPP – 175 anos do Olho-de-boi

01 CHAMADAEsta tradicional comemoração feita em conjunto pelos Correios e pela Sociedade Philatélica Paulista teve sua abertura em 1º de agosto de 2018, data em que foi emitido o primeiro selo Olho de Boi 30 Réis no Brasil e com solenidade oficial no sábado dia 4 de agosto (fig.1).

A Solenidade Oficial foi apresentada pelo Sr. Gercílio Cavalcanti, jornalista e cerimonialista, abrilhantada pelas palavras do Sr. Fernando Gouveia, coordenador de vendas, 02ambos da EBCT, com discursos de várias personalidades ligadas à área da filatelia. De grande importância para nós, filatelistas, foi o discurso do Sr. Fernando Gouveia (fig.2), que antevendo o ano próximo vindouro, colocou o Correio na rota das comemorações do Centenário da Sociedade Philatélica Paulista, o que muito contribuirá não só para o estreitamento desta relações, mas para uma grande divulgação da Filatelia em todo o território nacional.

O carimbo comemorativo no FDC foi aposto pelos Srs. Fernando Gouveia (EBCT), Gilberto Tenor (Presidente da 03Sociedade Numismática Brasileira), Reinaldo Macedo (Federação Internacional de Filatelia), Ygor Chrispin (SPP e criador do carimbo comemorativo, fig 3) e Mário Xavier Júnior (presidente da Soc.Philatélica Paulista) (fig.4).

A seguir foram entregues as placas comemorativas do evento para o Sr.Antonio Carlos Pereira Alves Junior, (Coordenador do Centro Cultural dos Correios), representado pela Sra. Jeisa; Fernando Gouveia (EBCT); Ygor Chrispin (associado da SPP e criador do carimbo comemorativo); Mário Xavier Júnior (presidente da SPP), Braz Martins Neto (vice-presidente da SPP, 05fig.5), Reinaldo Estevão de Macedo, (vice-presidente da FIP para as Américas, coordenador desta exposição e que a tornou realidade).

A Mostra consta com 20 coleções de um quadro expostas abrangendo várias áreas do conhecimento: ecologia, história, liberdade de expressão, inclusão social, etc., e terminou com um coquetel na sala dos filatelistas. Tivemos a presenta de muitos filatelistas e associados da Sociedade Philatélica Paulista, e destacamos a presença do Sr. João Batista Mendes de Oliveira, Gerente da Agência Central dos Correios que muito honrou o evento deste ano.

Índice das imagens:
01 – Convite da Exposição
02 – Sr.Fernando Gouveia, EBCT
03 – Ygor Chrispin, SPP
04 – Sr.Mario Xavier Jr presidente da SPP e Miguel R.Magalhães
05 – Final da cerimônia
06 – Carimbo comemorativo

A Lua em Eclipse, texto de Márcia Etelli

A SOBRAMES, Sociedade Brasileira de Médicos Escritores é uma entidade, da qual pertenço, que congrega médicos e não médicos que se divertem escrevendo. Uma vez por mês a Sobrames se reúne na Pizzaria Bonde Paulista, em São Paulo, aonde, além de saborear deliciosas pizzas, seus confrades leem seus trabalhos.

Durante o ano são realizados alguns concursos, baseados em autores, títulos, pinturas e outras artes que podem dar origem a um texto. Desta vez eu fui o escolhido, por ser filatelista, para trazer algum selo. E escolhi o selo do eclipse solar.

Esta folha de selos foi emitida pelos Estados Unidos em 20 de junho de 2017, impresso com tinta termogênica, que muda a tonalidade à medida que é aquecido, e nesta folha, gradualmente mostra a lua cheia.

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O Texto pode ser lido clicando em A Lua em Eclipse.

Convênio SPP-Instituto Presbiteriano Mackenzie: A Experiencia da Sociedade Philatélica Paulista no Ensino da Filatelia

Matéria publicada no Boletim Filacap ano 43 nº 193 de dezembro de 2017 e no Boletim da SPP nº 230 de dezembro de 2017

Em 5 de julho de 2014 a SPP, Sociedade Philatélica Paulista celebrou em solenidade, com o Instituto Presbiteriano Mackenzie um acordo de colaboração mútua através da divulgação da filatelia como meio cultural e fonte inesgotável de pesquisa. Assinaram este convênio o Sr.Reinaldo Basile Junior, então Presidente da SPP e o Dr.Mauricio Melo Meneses, à época Presidente daquela Instituição.

Se por um lado tínhamos a ideia de incentivarmos a formação de jovens filatelistas, por outro deveríamos enfocar a filatelia como elemento de estruturação cultural para que estes alunos aprendessem, pela pesquisa, a mensagem que cada selo pode transmitir.

A tarefa exigia mais do que apenas filatelia, mas um conhecimento em didática expositiva, preparação de aulas simples de assuntos complexos, que prendessem a atenção e incentivassem os alunos a criarem a paixão pelo selo. Contar a história do Penny Black, o primeiro selo do mundo não é tarefa simples quando as crianças e jovens de hoje convivem com tecnologias modernas e que mudam a cada dia. Transformar a história do Penny Black em um episódio apaixonante da civilização já é um desafio. Que dizer então da história do selo mais feio do mundo, o Olho-de-boi, autorizado pelo Imperador Pedro II?

Aprendemos, a duras penas e muitas reuniões e experiências em como lidar com estas novas situações. E hoje estamos felizes: criamos uma cultura filatélica em classes de alunos do primeiro grau.

  • Iniciando as Apresentações com os Pais, Professores e Alunos

Nosso diretor Miguel Rodrigues de Magalhães fez uma apresentação de sua coleção Colaboração e Resistência na II Guerra Mundial, no grande auditório do Mackenzie mostrando o quanto a filatelia nos obriga a pesquisar sobre o que dizem os selos, envelopes e outras peças filatélicas sobre um determinado assunto. Até conhecer a coleção, nós, da SPP e muitos outros pouco sabíamos sobre este episódio da História Mundial, que aos jovens parecer ter ocorrido na pré-história, mas que ainda trazem marcas profundas em muitas famílias e povos.

Miguel Rodrigues de Magalhães inovou: a apresentação em data-show mostrou não só a sua coleção, mas fotografias, mapas e pequenos vídeos; prendeu a atenção de uma plateia de mais de duzentas pessoas!

Em outra apresentação, já somente para professores do Mackenzie Consolação, nosso diretor Roberto Aniche fez uma apresentação de sua coleção Escravidão no Brasil, também em data-show, apresentando aspectos históricos, filosóficos, geográficos sobre este os trezentos anos deste episódio, incluindo a leitura de uma poesia de Euclides da Cunha que choca pela crueldade da cena que descreve.

  • O Início

O grupo de trabalho de campo foi composto pelo presidente da SPP, Sr. Reinaldo Basile Junior e pelos diretores de eventos, Dr.Roberto Antonio Aniche e Antonio Carlos Fernandes, e pelas professoras Alice Costa do Mackenzie Consolação e Márcia Valéria Teixeira Zucoloto do Mackenzie Tamboré. Boa parte deste trabalho teve a participação do Correio através do diretor da Divisão Filatélica, Sr.Vernieri Malheiros da Rocha Albuquerque, que liberou para as crianças kits filatélicos do Correio além de sua participação em diversos eventos.

Iniciamos nosso trabalho simultaneamente nas Unidades Tamboré e Consolação. A primeira “aula” foi uma apresentação preparada sobre Colecionismo em Geral, pelo Dr.Roberto Aniche, mostrando o colecionismo desde a pré-história, quando o hominídeo “colecionava” objetos de que pudesse se utilizar em sua vida diária, passando aos nossos tempos, com o colecionismo de cartões postais, cédulas e moedas, latas, cartões telefônicos terminando por fim numa detalhada exposição sobre filatelia.

A partir daí as aulas nas duas unidades progrediram muito. A cada aula era exposta uma apresentação de 20 slides em data-show, com no máximo 15 minutos de duração. Este tempo curto, somente com informações relevantes prende a atenção do estudante. Em seguida iniciávamos a aula prática, sempre com o manuseio do selo e relacionada à apresentação. Praticávamos uma oficina de filatelia!

  • A Primeira Lição de Casa

Na primeira aula entregamos uma folha em branco com um selo comemorativo do Brasil para cada criança, para que fosse feita e entregue na próxima aula, uma redação sobre a mensagem do selo. Tivemos uma grata surpresa: a maioria das crianças entregou a tarefa, mostrando um trabalho de pesquisa maravilhoso!

  • Oficinas Filatélicas na “Festa da Roça” do Mackenzie Tamboré e “Festa da Família” do Mackenzie Consolação

No dia 30 de maio de 2015 a SPP conseguiu participar destes dois magníficos eventos. No Mackenzie Consolação a oficina mostrou aos alunos como montar um “Poster Filatélico”, peça produzida pelo Presidente do Mackenzie Dr.Mauricio Melo Menezes. Trata-se de uma obra de arte feita em papel formato A-3 homenageando alguma personalidade, criando uma linha do tempo feita por selos comemorativos.

Na Festa da Roça, no Mackenzie Tamboré, a SPP e os Correios ficaram num stand, com mostra de coleções, venda de selos pelo Correio e oficinas filatélicas concorridas. Todas as crianças que participaram ganharam o kit filatélico do Correio, além de selos e outros materiais.

  • As Exposições de Selos

Conseguimos com a participação das professoras com que as crianças montassem uma pequena coleção de selos para participação em diversas exposições: VII EXPO-SPP 2015, VIII EXPO-SPP 2016, IX EXPO-SPP 2017; em Americana 2017, Santos e na Brapex 2015.

As coleções tinham de uma a quatro folhas e foram motivo de orgulho para nós da SPP, para as professoras e pais dos alunos, e para o Mackenzie. As coleções eram temáticas, bastante simples ditadas pela preferência do aluno. Nesta fase de aprendizado as regras da Febraf ou da FIP não valem: vale o entusiasmo com que as crianças viram suas coleções serem expostas, vale a alegria dos pais verem seus filhos receberem um Certificado de Participação e uma Medalha, que serão guardados com muito carinho.

Estas exposições tem uma dupla finalidade: incentivar os jovens, independente da idade, a sentirem a paixão pela filatelia. Todos nós, velhos colecionadores, iniciamos quando crianças, orientados por um tio ou por um avô colecionador. A outra finalidade é que elas vejam todas as coleções (e sempre o fizeram com muita curiosidade), para aprender mais sobre filatelia, montagem, estética, selos, envelopes.

  • Considerações Finais

Nós, todos os atores desta maravilhosa empreitada estamos felizes. Podem inventar e-mail, telefone celular, skype, whatsapp e muitas outras coisas no futuro. A filatelia existe para desvendar o passado, ensinar todos os caminhos que a humanidade trilhou até nossos dias. A filatelia existe forte e tem a capacidade de melhorar, a partir do ensinamento de cada selo emitido, cada cidadão do mundo. A filatelia é e sempre será um exemplo de união entre as pessoas que querem aprender a cada dia um pouco mais.

Cada selo é um livro aberto com infinitas páginas de sabedoria.

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Aula Inaugural
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Brincadeira de Leilão de Selos na SPP
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Oficina Filatélica na Festa da Roça, no Mackenzie Tamboré
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Desenhos de Selos no Mackenzie Consolação

Diplomas Expo-SPP e Americana 2017 de alunos participantes

Entrega de Diplomas no Mackenzie Consolação e Tamboré

Medalhas da Expo-SPP e Americana 2017

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Visita dos Pais e Alunos na SPP em Novembro de 2017
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Visita dos alunos e professores no Correio Central no Anhangabaú, SP

 

Imagens de Americana, 2010

IMAGENS DE AMERICANA

Não conhecia a cidade de Americana e acabei indo mais a nível de passeio do que para uma exposição. Enganei-me, encontrei amigos e fiz amigos, vi coleções que me presentearam com conhecimento, alimentaram minha curiosidade, mostraram-me coisas novas com idéias novas. Americana, para mim, bastou ser o Shopping Welcome Center, não precisei de mais nada. Ali, naquele espaço estavamamigos, selos, minha esposa, boa conversa.

Magnífica e genial a idéia do Sr. Frederico Guerra, presidente da Sofia, Sociedade de Filatelia de Americana, de trazer a juventude para a Exposição. Renasci, renascemos, a iniciativa tirou o cheiro de armário que impregnava as exposições, trocando-o por idéias novas, gente nova, coleções novas. Americana deixou de ser uma exposição aonde velhos expõe coisas velhas, mas tornou-se o estopim que a infância e a juventude necessitavam para conhecer este papelzinho chamado selo.

Mostrou a todos estes jovens que participaram, e que, por terem sido voluntariamente recrutados em escolas, a maravilhosa arte da filatelia. Mostrou que este hobby não se restringe ao selo, mas ao envelope, a folhinha, ao cartão postal. Ainda mais: que não existe filatelia sem estudo ou conhecimetno daquilo que se coleciona.

Americana foi uma aula de história, geografia, aviação, zoologia, música e muito mais, tal a criatividade exibida pela ala jovem. Se de um lado, nós veteranos de filatelia expusemos coleções refinadas e até de alto custo, por outro nos encontramos novamente crianças iniciando novas coleções.

Qual de nós não se lembrou do nosso primeiro encontro com a filatelia há dezenas de anos atrás? Como foi nossa primeira folha de selos, nosso álbum, como nos expertizamos e passamos a criar coleções de alto nível? Começamos alí, com um tio velho ou um avô nos ensinando esta arte. Nossa obrigação? Ensinar, orientar, trazer o jovem para a filatelia, agir com verdadeiro espírito fraternal.

Não acredito que a Exposição de Americana tenha sido competitiva. Lógico que não é a opinião dos jurados. Acredito que todos ganharam, os jovens e nós, os velhos filatelistas. Eles, por se aventurarem em sua primeira coleção, nós, por termos a humildade de admirar seus trabalhos de iniciantes e dar-lhes uma injeção de ânimo.

Jovens filatelistas, bem-vindos ao nosso mundo! Permitam que possamos partilhar novas idéias, novos rumos, novas e muitas coleções!

Benvindos à Filatelia!

AMERICANA 2010
Dr.Roberto Aniche e esposa

Matéria publicada no
Boletim no 208 de Agosto de 2010
da Sociedade Philatélica Paulista

Museus: As Coleções Criam Conexões

EXPOSIÇÃO FILATÉLICA DE ITAQUAQUECETUBA
12 a 18 de maio de 2014 – Boletim Informativo da SPP nº 220 – Agosto de 2014

ITAQUAQUECETUBA, SUA HISTÓRIA

A cidade de Itaquaquecetuba deve sua criação ao então presidente da província, Bernardo João Pinto Gavião Peixoto, com o nome de vila Nossa Senhora d’Ajuda, em 7 de setembro de 1560, sendo estabelecida na beira do Rio Tietê quando o padre José de Anchieta, juntamente com vários missionários, chegou à região com a finalidade de catequizar os índios guaianases.

A população começaria a crescer apenas em 1624, quando o padre João Álvares, construtor da capela da Conceição de Guarulhos e também da de São Miguel, decidiu levantar em sua propriedade localizada bem ao lado da aldeia de Itaquaquecetuba, um oratório em louvor a Nossa Senhora d’Ajuda que, em seguida, tornar-se-ia capela “que serviu de núcleo à povoação, legando-a, por sua morte, ao colégio dos jesuítas”. Este foi o marco inicial da povoação, que logo viria a se fixar em seu redor, com o nome, de Nossa Senhora da Conceição de Itaquaquecetuba, elevado à categoria de freguesia pela lei nº 17, de 28 de Fevereiro de 1838. A denominação reduzida para Itaquaquecetuba ocorreu somente no século XX, quando se separou de Mogi das Cruzes com sua elevação a município, pela lei Nº 2.456, de 30 de dezembro de 1953.

O primeiro censo realizado na Aldeia de Nossa Senhora d’Ajuda, em 1765, apresentou os seguintes resultados: 109 mulheres e 117 homens. Pouco cresceu a aldeia durante os próximos quase duzentos anos. Foi com a inauguração da variante da Estrada de Ferro Central do Brasil em 1925 que Itaquaquecetuba começou a crescer e a prosperar. A população segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística em 2010 é de 321 854 habitantes e a área é de 81,8 km². Está a 42,5 quilômetros de São Paulo, capital estadual.

“Itaquaquecetuba” é um nome de origem tupi que significa “ajuntamento de taquaras-faca”, através de junção dos termos takûara (taquara), kysé (faca) e tyba (ajuntamento).

12ª SEMANA NACIONAL DE MUSEUS

Ocorre anualmente em celebração ao Dia Internacional dos Museus, 18 de maio em âmbito mundial. No Brasil o evento é realizado por intermédio do Ministério da Cultura através do Instituto Brasileiro de Museus, IBRAM. O município de Itaquaquecetuba foi convidado a participar, e aceitando a nobre tarefa promoveu uma Exposição Filatélica no período de 12 a 31 de maio de 2014.

O evento teve a coordenação do Sr. João Roberto Baylongue, membro da SPP, presidente da Associação Brasileira de Carimbologia e diretor da empresa JRB Pesquisas, tendo uma programação variada sobre a filatelia e montagem de coleções:

  • Oficina de Práticas de Organização de Coleções de Selos
  • Tema aberto ao público de Como iniciar uma coleção, com exibição de filme
  • Encontro ”Promover a interação do educador nas diversas coleções”
  • Ação educativa através da recepção, orientação e participação dos estudantes e público em geral
  • Exposição Filatélica com o tema Filatelia “As Coleções Criam Conexões”

A Exposição e Encontro de Colecionadores de Itaquaquecetuba teve o apoio da Prefeitura Municipal, da Diretoria Regional dos Correios de São Paulo Metropolitana, da Federação das Entidades Filatélicas do Estado de São Paulo, da Associação Brasileira de Jornalistas Filatélicos e da Sociedade Philatélica Paulista, SPP.

Foram expostas 15 coleções de 13 filatelistas, sendo 8 coleções de membros da Sociedade Philatélica Paulista:

  • Cinco Continentes, de Rosa Sazatornil Angulo
  • Arte em Exposição, de Teruya Kazama
  • Visitando a Região, Carimbologia Regional, de Antonio Carlos Fernandes
  • Escravidão no Brasil, Presidentes da República, de Roberto Antonio Aniche
  • Homenagem a Ferraz: Vinicultura, de Reinaldo Basile
  • Trilhos do Passado, Ferrovias de Hoje, de Vilmar de Jesus Brito

SAMSUNG CAMERA PICTURESNo sábado 17 de maio, o filatelista Dr. Roberto Antonio Aniche promoveu uma palestra sobre a coleção “Escravidão no Brasil” explicando este período da história do Brasil nos seus aspectos políticos, sociais e econômicos, com boa afluência de visitantes, incluindo membros da SPP e do Clube Filatélico de Suzano com grande repercussão sobre o delicado tema.

Por iniciativa e criação do Sr.João Roberto Baylonge foi ministrado um curso permanente durante toda a exposição através de 5 quadros da exposição:SAMSUNG CAMERA PICTURES

  • Como conseguir seus selos
  • Lavando os selos
  • Secando e selecionando
  • Materiais filatélicos
  • Montagem de coleção

mostrando, de uma maneira didática, simples e eficiente como iniciar uma coleção de selos a todos os interessados nesta arte.

SAMSUNG CAMERA PICTURESA Exposição no Museu Municipal de Itaquaquecetuba foi visitada por aproximadamente 1.100 pessoas, entre público, estudantes e professores. Nesta última categoria a Exposição teve a presença de cerca de 100 professores nas oficinas de filatelia, adquirindo conhecimentos de forma pedagógica para levar até as salas de aula a importância do colecionismo na educação dos jovens.

Iniciativas como esta, valorizando e mostrando a Filatelia ao público em geral, a estudantes e professores, a clubes filatélicos e a filatelistas, como instrumento de cultura e divulgação de todos os ramos do conhecimento humano conseguem fortalecer e tornar a sociedade melhor, construindo alicerces para um futuro promissor.

A Filatelia, com seu imenso potencial pedagógico, pode transformar aulas “comuns” em aulas animadas, interessantes e motivadoras, em vista das possibilidades de desenvolver nos alunos o gosto pelo estudo e pelo processo de construção do conhecimento. Contribui significativamente para aumentar o senso de observação e análise, estimula a criatividade, desenvolve habilidades e incentiva a sociallização, bem como o interesse dos alunos em realizar pesquisas e ilustrar trabalhos escolares com imagens de selos sobre os mais diversos temas relacionados ao Brasil e o mundo.” (João Roberto Baylongye).

 

Fotografias:

1 – Dr.Roberto Aniche em palestra sobre a sua coleção “Escravidão no Brasil”
2 – Público presente às explicações das coleções
3 – Antonio Carlos Fernandes e João Roberto Baylongue, curador da exposição
4 – Almoço de confraternização: Teruya Kazama, João Roberto Baylongue, Antonio Carlos Fernandes e Dr.Roberto Aniche

Ao nosso amigo Luiz Langer

Boletim da SPP nº 213 – Abril de 2012

Conheci a Sociedade Philatélica Paulista, a nossa SPP, em 1990 a convite de um amigo de velhos plantões, o Dr. Luis Langer, dentista e que foi o meu primeiro grande orientador na arte de colecionar selos. Até então eu era um ajuntador de selos, que guardava tudo o que vinha pela frente achando que eu era o máximo!

Acabei indo à Sociedade num sábado à tarde do mês de dezembro, a convite e insistência desse velho amigo, num tal de Leilão de Doações, que na época era anual e bastante concorrido com filatelistas realmente mestres na arte do colecionismo. O amigo Langer era realmente um expert em selos ordinários, colecionava variedades além de tudo o que se relacionasse a Getúlio Vargas, do qual era fã incondicional. Não tinha apenas selos e peças filatélicas com o ex-ditador, mas colecionava inclusive objetos, assinaturas, e outras coisas incríveis sobre ele.

Eu realmente estava meio perdido, com uma porção de gente que, embora simpática e amigável, ainda não conhecia. No fundo, queria comprar tudo que visse pela frente, e tudo começava com apenas um real! Ainda assim, eu ajuntador de selos nem saberia o que fazer com o que pudesse comprar. Por mais que me apresentasse as pessoas (que eu sequer conseguia gravar os nomes), ainda assim eu me sentia um estranho no meio de pessoas que estudavam a filatelia aos seus limites.

Confesso que fiquei até envergonhado em responder a perguntas tipo: o que você coleciona? Como começou a colecionar? Na primeira tentativa de dizer que ganhei parte de um álbum de um tio-avô que eu não conheci descobri que iria cair num lugar comum que todo mundo já vivenciou e não quer admitir. Hoje, cada vez mais eu tenho essa certeza: todo mundo ganhou alguns selos ou herdou uma coleção de um tio ou avô que mudou de mundo e ninguém saberia o que fazer com aquele caderno. Lógico que uma tia iria dizer: Dá de presente pro Robertinho, coitadinho, ele é tão diferente dos outros sobrinhos…

Mas voltemos ao dito Leilão de Doações. Tinha um cearense chamado Xavier que fazia a maior balbúrdia com o martelo do leilão, criava estórias em cima de uma peça filatélica e forçava a venda a um preço alto. Cada lote tinha uma história, cada carimbo, cada destino. O Luiz Langer não tinha medo de comprar, quando queria alguma coisa parecia aquela criança no supermercado que se agarra a alguma coisa que quer e só sai de lá agarrado com o pacote.

Foi aí que apareceu uma peça não filatélica da época: uma gravura com uma mulher tipo símbolo da liberdade, carregando uma bandeira do Brasil, com a imagem do rosto do Getúlio atrás, e para atiçar mais ainda o colega Luis Langer, tinha uma assinatura do próprio Getúlio! Aquilo era o máximo! Os olhos do Luiz brilharam, ele parou a conversa e entrou de sola no leilão.

Lá vai o ele disputando a peça palmo a palmo, cruzeiro a cruzeiro a gravura, com outros colegas que apenas entraram para infernizar a vida dele. Finalmente o leiloeiro, o amigo Xavier ao ver que a brincadeira já tinha passado dos limites, numa velocidade incrível bateu o martelo no 1-2-3 – É do Langer!!

Ele, de posse da peça na mão, examinava com cuidado de expertizador a assinatura do Getúlio e se orgulhava de ter mais uma peça para sua coleção getulista. E continuou comprando, colocando suas pacotarias para procurar variedades ao seu lado.

De repente, para surpresa de todos, e muito mais do amigo a mesma peça voltou para o leilão. Os amigos da onça, digo, filatelistas, delicadamente devolveram a peça como “nova doação” ao leilão, e o amigo Xavier não pensou duas vezes:

Ó, Langer, tem aí outra do Getúlio!”

O Luiz Langer virou um bicho, mas não teve outra saída, entrou na briga e comprou de novo a mesma peça, ganhando de todos os outros da mesma maneira, com o Xavier batendo o martelo rapidamente, com outro sorriso no rosto antes que o valor dela ficasse exorbitante.

Hoje o amigo Luiz está muito próximo dos 80 anos, vendeu sua coleção, mas nada impede que conversemos sempre que possível longa e deliciosamente pelo telefone. Não dá para esquecer as lições de filatelia e amizade que ele, graciosamente e de coração me ensinou.

Amigão Langer, muito obrigado mesmo!

Roberto Antonio Aniche