O Extinto Pássaro Dodô

BOLETIM DA SPP Nº 219 – ABRIL/2014

O EXTINTO PÁSSARO DODÔ

01 PASSARO DODOO Pássaro Dodô, também chamado de Dronte (Raphus cucullatus) foi uma ave não-voadora extinta das Ilhas Maurícias, uma das ilhas Mascarenhas na costa leste da África, perto de Madagascar, no Oceano Índico. A ave mais próxima geneticamente foi a também extinta solitário-de-rodrigues, também da subfamília Raphidae da família das pombas; sendo que a mais semelhante ainda viva é o pombo-de-nicobar.

O dodó tinha cerca de um metro de altura e podia pesar entre 10 e 23 quilos. A aparência externa é conhecida apenas por pinturas e textos escritos no século XVII, e por causa dessa considerável variabilidade a aparência exata é um mistério. Pouco se sabe com exatidão sobre o habitat e o comportamento, pois há poucos e discordantes textos descritivos: plumagem cinza acastanhado, pata amarela, um tufo de penas na cauda, cabeça cinza sem penas, e o bico de cerca de 23 centímetros, amarelo e verde.

A moela ajudava a ave a digerir os alimentos, incluindo frutas, e acredita-se que o principal 02 SELO MAURICIOhabitat tenha sido as florestas costeiras nas áreas mais secas das Ilhas Maurícias. As pedras da moela do Dodô eram de basalto (segundo alguns textos) e não existiam no local onde tinham sido desenterrados os ossos do dodó, mas a milhas de distância. Essa pedra ia crescendo á medida que crescia a moela, até atingir proporções do tamanho de um ovo de galinha. A pedra da moela dos dodós era a preferida para amolar facas!

Presume-se que o dodó tenha deixado de voar devido à facilidade de se obter alimento e a 03 SELO MAURICIOrelativa inexistência de predadores nas Ilhas Maurícias.

A primeira menção ao dodó do qual se conhece foi através de marinheiros holandeses em 1598 (os portuguêses visitaram a ilha em 1507, mas não fizeram relatos da ave). Nos anos seguintes, o pássaro foi predado por marinheiros famintos; seus animais domésticos e espécies invasoras que foram introduzidas durante esse tempo alimentavam-se dos ovos nos ninhos. A última ocasião aceita em que o dodó foi visto data de 1662. A extinção não foi imediatamente noticiada e alguns a consideraram uma criatura mítica. No século XIX, pesquisas conduziram a uma pequena quantidade vestígios, quatro espécimes trazidos para a Europa no século XVII. Desde então, uma grande quantidade de material subfóssil foi coletado nas Ilhas Maurício, a maioria do pântano Mare aux Songes.

04 SELO MAURICIOA extinção do Dodô em apenas cerca de um século após seu descobrimento chamou a atenção para o problema previamente desconhecido da humanidade envolvendo o desaparecimento por completo de diversas espécies.

As primeiras descrições conhecidas destas aves foram feitas pelos holandeses, que chamaram o pássaro mauriciano de walghvogel ( “pássaro chafurdador” ou “pássaro repugnante”), em referência ao 05 PASSARO DODOseu gosto. Embora muitos escritos posteriores digam que a carne era ruim, os primeiros jornais apenas diziam que a carne era dura, mas boa, embora não tão boa como a dos pombos, abundantemente disponíveis. O nome walgvogel foi usado pela primeira vez na revista do vice-almirante Wybrand van Warwijck que visitou a ilha em 1598 e denominou-a Maurícia.

Alguns autores atribuem o nome Dodô à palavra holandesa dodoor para “preguiçoso”, mas ele provavelmente está relacionada à dodaars (“nó-bunda”), referindo-se ao nó de penas sobre o traseiro do animal. O primeiro registro da palavra dodô está no relato do capitão Willem van Westsanen de 1602. Thomas Herbert usou o termo Dodo em 1627, mas não está claro se ele foi o primeiro a vê-lo, pois os portugueses já haviam visitado a ilha em 1507, embora não06 SELO LAOS tenham mencionado a ave. De acordo com o Microsoft Encarta e o Chambers Dictionary of Etymology, Dodo seria derivado do português arcaico doudo (atualmente doido). Também há textos afirmando que o nome foi uma aproximação onomatopaica do som que elas produziam, um piado de duas notas, que soava como “doo-doo”.

O último dodó foi morto em 1681, e não foi preservado nenhum espécime completo, apenas uma cabeça e um pé. Os restos do último dodó empalhado conhecido tinham sido mantidos no Ashmolean Museum em Oxford, mas em meados do século XVIII, o modelo – salvo as peças ainda existentes hoje – estava completamente estragado e foi jogado fora.

Em 1681, menos de 100 anos depois da chegada dos holandeses à ilha, o dodô foi declarado oficialmente extinto. Hoje, tudo o que resta do animal são esqueletos em museus na Europa, nos Estados Unidos e também em Maurício. A ciência garante que três espécies de dodó se extinguiram nas três ilhas nos três últimos séculos, e que só uns treze animais vivos viajaram das Mascarenhas para outras partes do mundo, entre elas um para o Japão.

Por fim, o Pássaro Dodô ficou imortalizado por fazer parte do desenho animado Alice no País das Maravilhas, de Walt Disney, sendo parte da cultura popular, frequentemente como um símbolo da extinção e obsolescência sendo frequente o seu uso como mascote das Ilhas Maurício.07 DISNEY PASSARO DODO

Bibliografia:
Mundo Estranho – Abril
Wikipedia.org
Infoescola.com
br.monografias
girafamania.com.br

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