O famoso trabalho de 1887, “The Doctor”, retrata um médico em uma visita domiciliar. Ele está cuidando do filho doente de um trabalhador empobrecido; a cama é improvisada sobre duas cadeiras juntas. A figura central é o imponente médico olhando atentamente para o paciente, enquanto ao fundo o pai olha impotente com a mão sobre os ombros da esposa chorosa.
O livro parodiava as publicações de cavalaria, já em declínio de seu prestígio na época, mas trazendo grandes inovações ao explorar o perfil psicológico dos seus personagens. Trazia o cavaleiro de mais de cinquenta anos, na época considerado idoso para ser um cavaleiro e mais idoso ainda para agradar uma dama.
O cloro da água sanitária é um branqueador químico usado dissolvido em água para tirar a ferrugem dos selos. Aprendemos a colocar os selos dentro da mistura (água sanitária e água de torneira), ficar aguardando branquear e em seguida colocar em outra bandeija com água simples.
…o desaparecimento de qualquer criança se torna um problema social grave e porque não um problema de saúde pública? O problema não se limita somente a uma criança desaparecida, mas se estende a uma mãe, a uma família, a sociedade, a polícia, ao serviço de saúde e tantas outras vertentes.
Aos 22 anos, em 1569 após ferir em um duelo Antonio Sigura, um mestre construtor, foge para Itália, a serviço do Cardeal Acquaviva para evitar uma “sentença ameaçadora”. Nesta época já havia publicado quatro poesias. Na Itália torna-se um soldado. Sua participação na batalha de Lepanto, no ano 1571, onde foi ferido na mão e no peito, deixa-lhe inutilizada a mão esquerda que lhe vale o apelido de o manco de Lepanto.
Com a revogação do banimento da Família Imperial pelo decreto 4.120 de 3 de setembro de 1920 pelo Presidente Epitácio Pessoa, Dom Pedro retorna ao Brasil em 1922 tomando parte nas grandes comemorações do Centenário da Independência, fixando residencia em Petrópolis.
Série de artigos publicados no Boletim da SPP, Sociedade Philatélica Paulista, contando a história da aviação ilustrada com selos, desde a lenda de Ícaro até o pouso em Marte.
Talvez seja a única coleção mantida apenas por organismos de segurança nacional de várias nações, que infelizmente existe a um custo muito, muito alto, de vidas. O artigo escrito não se trata de filatelia na acepção correta da palavra, mas de cartas que tem um destinatário único, que levam uma mensagem que explode ao ser exposta, deixando uma marca em quem a abre.
A HISTÓRIA
Segundo o investigador Salvador Bofarull, filatelista espanhol, os ataques com cartas já tem cerca de dois séculos de história. A primeira carta bomba foi entregue ao capitão geral da Galícia, Nazário de Eguia y Saez de Buruaga em 1829, resultando na amputação de sua mão direita. Somente em 1873 que se descobriu que o fabricante da bomba foi um farmacêutico liberal chamado Chao, com pólvora e vidro moído.
Outros historiadores atribuem a fabricação da primeira carta bomba a um sueco chamado Martin Eckenberg, que se suicidou em 1910 quando estava preso.
Segundo Bofarull, os israelenses foram experts em enviar cartas bombas com apoio do governo, para criminosos de guerra nazistas localizados nos Estados Unidos, mas suspenderam o envio após o governo norte americano exigiu que encerrassem este tipo de atentado. Em 1947 uma organização sionista enviou uma carta bomba ao presidente Harry Truman por achar que seu apoio para a criação do Estado de Israel não era suficiente.
Na década de 1970 a investigação de Bofarull indica que os palestinos enviaram muitas cartas bomba contra israelenses ocupantes de cargos importantes na Europa. Bofarull escreveu o artigo “Un correo Letal: La Carta Bomba” , publicado no “Cuadernos de Revista Filatélica nº 8”.
COMO FUNCIONA UMA CARTA BOMBA
Atualmente as cartas bomba são produzidas com explosivos plásticos adaptados ao envelope, sendo ativados por um detonador que fica em um, nos quatro cantos do envelope. O explosivo plástico pode ser moldado para ficar fino como uma lâmina e no formato do envelope.
A detonação da carta bomba pode ser feita por um detonador interno, eletronicamente até por meio do toque do telefone, por controle remoto, ou por interromper um circuito elétrico preparado dentro do envelope.
A MENSAGEM
Explosivos de pequeno alcance, que causem lesões na face, no olho, nas mãos ou braços servem para conseguir alguma coisa mediante ameaça real. Podem ser ameaçados ou sofrerem extorsão, políticos, empresários, dirigentes de empresas, por terroristas ou pessoas atuantes no narcotráfico. Estas cartas podem durar até dez anos sem explodir, segundo especialistas no assunto.
COMO IDENTIFICAR UMA CARTA BOMBA
As cartas bombas e os pacotes explosivos são usados extensamente com a finalidade de atacar uma organização ou indivíduo. Embora não haja nenhum padrão para carta bomba, determinadas características comuns poderão ajudar a identificar uma carta suspeita, por exemplo:
• Embalada de modo estranho
• Pacote danificado, com metais visíveis
• Cheiro de perfume
• Odores fortes tais como amêndoas, produtos químicos ou petróleo
• Distribuição desigual de peso
• Furos pequenos ou cortes, nas extremidades de abertura
• Endereço mal escrito ou datilografado com erros (nem sempre)
• Embrulhado excessivamente
• Fiação visível ou em relevo
• Manchas e marcas de dedos gordurosos
• Excesso de carimbos e selos, mais do que o necessário para o peso
• Conteúdo duro e volumoso
PROCEDIMENTOS AO SUSPEITAR DE UMA CARTA BOMBA
• Nunca tente abrir um envelope suspeito
• Ponha o pacote suspeito afastado das áeras de acesso, se possível
• Evacue a área e chame o esquadrão especializado da polícia
• Não confine o pacote suspeito, nem o coloque na água.
Ao receber uma correspondência em sua casa não se preocupe: segundo o jornal “O Estado do Maranhão” de 24 de junho de 2003 os Correios estão preparados com equipamentos de RX, espectometros de massa, além de detectores de metais e cartas bomba para tornar nossa vida mais segura. Em todo caso, é melhor ler e memorizar este artigo antes de atender ao carteiro…
ANNE FRANK foi uma menina judia, nascida em Frankfurt, Alemanha, no dia 12 de junho de 1929 (fig. 1). Filha de Otto Frank e de Edith Frank, que tinham outra filha, Margot Frank, tres anos e meio mais velha que Anne (fig. 2). A crise econômica, a ascensão de Hitler ao poder e o crescimento do antissemitismo põem fim à vida tranquila da família. Em 1933 eles saem da Alemanha, fugindo da perseguição de Hitler contra os judeus e emigrando para a Holanda.
Fig. 2 – A Família Frank
A família viveu uma vida normal por seis anos. Otto consegue estabelecer um negócio em Amsterdã e a família encontra uma casa em Merwedeplein. As filhas vão para a escola, Otto trabalha muito no seu negócio de componentes de geléia e Edith cuida da casa. À medida que a ameaça de guerra cresce na Europa, Otto e a sua família tentam emigrar para a Inglaterra e Estados Unidos, porém estas tentativas falham. A 1º de setembro de 1939, a Alemanha invade a Polônia. Começa a Segunda Guerra Mundial.
Fig. 3 – A Estrela de David
Em maio de 1940 a Holanda foi invadida pelos nazistas, capitulando cinco dias depois, época que começaram as restrições contra os judeus com uma série de decretos antissemitas: deveriam usar uma estrela amarela de identificação (fig.3) e eram submetidos a diversas proibições, além de terem muitos bens confiscados. Estas restrições iam desde não poderem ter seu próprio negócio, como determinavam horários de entrar e sair de casa, não poderem tomar ônibus, etc.
O DIÁRIO
No dia 12 de junho de 1942, quando completou 13 anos de idade, Anne ganhou um diário e nesse mesmo dia começou a escrever o seu cotidiano (fig. 4). Nele, ela relata os conflitos de uma adolescente e a tensão de viver escondida sobrevivendo com a comida armazenada, a ajuda recebida de amigos, o sofrimento da guerra, os bombardeios que aterrorizavam a família, e a possibilidade de o “anexo secreto” ser descoberto e serem mortos a tiros. O diário foi escrito entre 12 de junho de 1942 e 1.º de agosto de 1944.
Fig. 4 – O Diário de Anne Frank
Durante o seu tempo no esconderijo, escreve sobre os acontecimentos no Anexo Secreto bem como sobre si mesma. O seu diário é um grande apoio e companheiro para ela. Anne também escreve contos e coleciona as suas frases favoritas de outros escritores no seu Livro de Belas Frases.
O Ministro da Educação da Holanda, através da rádio inglesa, faz um pedido para as pessoas guardarem os diários de guerra, Anne decide editar o seu e criar um romance chamado “O Anexo Secreto”. Ela começa a reescrever o seu diário, mas antes que consiga terminar, ela e as outras pessoas do esconderijo são presas.
Fig. 5 – O Diário de Anne Frank
Ao final da guerra, e já em Amsterdã Otto Frank descobriu que o diário da filha havia sido salvo por Miep Gies, que os havia ajudado no esconderijo. Após muito esforço, seu pai conseguiu publicar o diário, em 1947 com o título “O Diário de Anne Frank”, (fig. 5) que desde então é um dos livros mais traduzidos do mundo.. O livro foi traduzido em mais de 30 idiomas. O local do esconderijo de Anne Frank, em Amsterdã, é hoje um museu.
Anne escreveu no seu diário que queria tornar-se escritora ou jornalista e que gostaria de ver o seu diário publicado como um romance. Amigos de Otto Frank convenceram-no da grande expressividade do diário e, em 25 de junho de 1947, “O Diário de Anne Frank” é publicado numa edição de 3.000 exemplares. Seguem-se a esta, muitas outras edições, traduções, uma peça de teatro e um filme, tornando Anne Frank conhecida no mundo todo.
O ESCONDERIJO
Fig. 6 – Parte do “Esconderijo”
A 5 de julho de 1942, Margot Frank recebe uma convocação para se apresentar para o campo de trabalho forçado na Alemanha. Logo no dia seguinte, a família Frank vai para o esconderijo, nos fundos de escritório de Otto Frank, na Prinsengracht, 263, permanecendo ali até 04 de agosto de 1944 (fig. 6). A família Van Pels vai para lá uma semana depois e em novembro de 1942 chega uma oitava pessoa ao esconderijo, o dentista Fritz Pfeffer. Eles ficam a morar no Anexo Secreto durante dois anos.
As pessoas no esconderijo têm que se manter em silêncio, frequentemente sentem medo e, bem ou mal, passam o tempo uns com os outros. Eles são ajudados pelos funcionários do escritório – Johannes Kleiman, Victor Kugler, Miep Gies e Bep Voskuijl – além do marido de Miep Gies, Jan Gies, e do gerente do armazém Johannes Voskuijl, o pai de Bep. Esses ajudantes tratam não somente de trazer alimentos, roupas e livros; eles também significam o contato com o mundo exterior para as pessoas no esconderijo.
Imediatamente após a prisão, Miep Gies e Bep Voskuijl resgatam o diário de Anne e papéis que foram deixados para trás no Anexo Secreto.
Painel 1 – Moradores do Esconderijo
A DESCOBERTA DO ESCONDERIJO
O grupo foi traído misteriosamente e na manhã de 4 de agosto de 1944 o esconderijo foi invadido pela Polícia de Segurança Nazista. As oito pessoas juntamente com os ajudantes
Fig. 7 – Campo de Auschwitz
Johannes Kleiman e Victor Kugler foram levadas para uma prisão em Amsterdã, depois transferidas para Westerbork, um campo de triagem. Os dois ajudantes são enviados para o campo de Amersfoort. Johannes Kleiman é libertado pouco depois da detenção e, seis meses mais tarde, Victor Kugler consegue escapar.
Em 03 de setembro os outros foram deportados e chegaram em Auschwitz (Polônia) (Fig. 7). Anne e sua irmã foram levadas para Bergen-Belsen, campo de concentração perto de Hannover (Alemanha). Apesar de intensas investigações, nunca ficou claro como o esconderijo foi descoberto.
FDC do Canadá de 11 de setembro de 2009 – O Holocausto – 1933-1945 – No verso do envelope uma imagem da libertação do Campo de Concentração de Wobbelin pelas tropas aliadas, em maio de 1945
A MORTE NO CAMPO DE CONCENTRAÇÃO
Anne Frank e sua irmã Margot morreram de tifo em Bergen-Belsen, Alemanha, em 12 de março de 1945, com apenas 15 anos. Seu pai, Otto Frank, único sobrevivente dos oito judeus do esconderijo, foi libertado pelas tropas russas.
O ÚNICO SOBREVIVENTE
Fig. 8 – Otto Frank no Esconderijo após o fim da guerra. O Esconderijo foi esvaziado pelos nazistas e Otto não permitiu na época que ele fosse reocupado.
Otto Frank é o único das oito pessoas do esconderijo que sobrevive à guerra (fig. 8). Durante a sua longa viagem de volta à Holanda, ele descobre que sua mulher, Edith, morreu. Ele ainda não sabe o que aconteceu às suas filhas e mantém a esperança de reencontrá-las vivas. O seu retorno a Amsterdã ocorre no início de junho. Ele vai diretamente encontrar-se com Miep e Jan Gies e permanece com eles por mais sete anos.
Em julho, na tentativa da encontrar as suas filhas, Otto recebe a notícia de que ambas morreram de doença e fome em Bergen-Belsen. Miep Gies entrega-lhe então o diário e os papéis de Anne. Otto o lê e descobre uma Anne completamente diferente, ficando profundamente emocionado.
Após a publicação do Diário de Anne Frank, Otto Frank responde a milhares de cartas de pessoas que leram o diário da sua filha. Otto Frank permaneceu envolvido com a Anne Frank House e com campanhas pelo respeito dos Direitos Humanos até à sua morte, em 1980.
O ALCANCE ATUAL DA MENSAGEM DE ANNE FRANK
Fig. 10 – O Filme
Lançado um filme biográfico da adolescente, sob o título The Diary of Anne Frank (1959). Aclamado pela crítica, foi vencedor de três Oscars. Outro filme com o mesmo título foi lançado em 2001, além de outra filmagem de “ O Diário de Anne Frank”, em 2009 (fig. 10). Todos contam uma história verídica e triste, sobre uma corajosa menina, chamada Anne Frank e as duas famílias que se esconderam durante dois anos no anexo, durante o período de segunda Guerra Mundial.
Fig. 11 – Museu Anne Frank
Fig. 12 – Estátua de Cera – Museu Madame Tussauds
Fig. 11 – Museu Anne Frank Fig. 12 – Estátua de Cera
O museu, também chamado de Casa de Anne Frank, foi inaugurado em 3 de maio de 1960, recebendo em torno de 600.000 visitantes por ano, vindos de todas as partes do mundo (fig. 11).
Anne também foi imortalizada com uma estátua de cera no Museu Madame Tussauds, (fig. 12) em Londres, além de ter sido considerada pela revista Time um ícone do último século.
Painel 2 – Selos com Anne Frank e/ou família Frank