Nosso colega dispões de outras publicações, porém com reserva de direitos autorais. Estamos fazendo a divulgação pela importância com que os classificamos:
Conversão das numerações dos catálogos RHM, Michel, Scott e Yvert&Tellier para selos brasileiros
Versão Brasil – relaciona na sequência numérica do RHM, considerando as emissões de cada ano, a partir de 1843 até 31 de dezembro de 2015. Ao lado de cada numeração RHM se encontram as numerações Scott, Michel e Yvert&Tellier. Na versão final, a partir do início das emissões de folhas com selos para personalização, estas são mostradas em imagens coloridas para facilitar a identificação de posição do selo na folha. Seguem-se (com imagens) selos etiquetas, Taxa devida, Telégrafos, Jornais, Regulares e Hansen. Inclui também (com imagens) todos os selos personalizados básicos. Esta versão impressa possui atualmente 96 páginas tamanho A 4, termo-encadernado e pode ser encomendado diretamente com o autor pelo email ulli.schierz@yahoo.com.br O investimento é de R$ 75,00 mais custo de postagem.
Versão Alemã – relaciona na sequência numérica do Michel, considerando as emissões de cada ano, a partir de 1843 até 31 de dezembro de 2015. Ao lado de cada numeração Michel se encontram as numerações RHM, Scott e Yvert&Tellier. Todas as características de conteúdo são idênticas à versão Brasil. Ela é também uma versão impressa, atualmente com 115 páginas tamanho A 5. Pode ser encomendado junto a ArGe Brasilien – Publicação nº 586 – através do e-mail p0995@aol.de (at. Sr. Paul Lepper) com investimento de 14,90 Euros acrescidos de custo de postagem.
Rio Grande do Sul – Selos contam sua história – Relata, com imagens coloridas dos selos e do respectivo carimbo de primeiro dia, características dos personagens, fatos históricos e culturais, arte e cultura, história e geografia neles reproduzidas. Também esta foi publicada na Alemanha antes da publicação em português. Para esta última está sendo negociado patrocínio para a publicação. A versão alemã (94 páginas tamanho A 5) pode ser encomendada diretamente junto ao Debras Verlag (Sr. Heinz Prange – info@debras-verlag.de) ao preço de 12,50 Euros mais custo de postagem.
Uma boa compilação de termos filatélicos com base no Dicionário de Filatelia de Ana Lúcia Loureiro Sampaio, com acréscimo de termos e imagens. Obra indispensável para filatelistas iniciantes e experientes. A publicação é free, podendo ser copiada e utilizada livremente.
Guia para comparação das cores dos selos preparado pelo filatelista Ulrich Schierz, publicação free bastante interessante. Este tipo de publicação é difícil de se encontrar no Brasil. Como sugestão, a orientação é de que seja sempre impressa em papel couché brilhante para alcançar qualidade ideal de fidelidade e somente na parte da frente do papel. Todo o trabalho está em formato A 5.
Iniciei esta coleção por incentivo de um amigo da SPP, até porque minha residência médica em Ortopedia e Traumatologia foi feita no Complexo Hospitalar do Mandaqui, um hospital de referência em politraumatizados. Por ter trabalhado também como médico na Prefeitura de São Paulo sempre em extrema periferia por opção própria, deparei-me com centenas de deficientes na minha vida profissional. Uma centena de amputações salvadoras ou tornam o médico mais humano ou mais insensível. Felizmente eu faço parte do primeiro grupo.
Quando após 21 anos tive que sair da atividade em pronto socorro e passar ao ambulatório passei a me dedicar à reabilitação, mas em todos os tipos de deficiência, desde crianças e adultos com paralisia cerebral até amputados por outras doenças que não o traumatismo.
Aprendi que o deficiente físico pode se tornar um “Deficiente Eficiente” se for dado a ele oportunidades e condições. A família deve ser tratada! Ele não deve ser um peso para a sociedade, mas um cidadão a mais que pode contribuir com trabalho e experiência.
Este foi o escopo desta coleção. Quando a ONU declarou que 1981 seria o Ano Internacional do Deficiente e conscientizou todos os governos da importância deles, as agências dos correios emitiram muitos selos e blocos sobre o tema. O selo é uma mensagem que atinge todos os cantos do planeta e os governos sabem disso. Foram mostrados, através deles, experiências de superação, modelos de gestão, participação de deficientes no trabalho, nos esportes e no lazer.
Esta coleção poderá ser desmembrada em cada tópico, em cada tipo de deficiência ou ação, cabendo aí em um, dois ou três quadros, de maneira a tornar mais simples e objetiva a sua exposição e compreensão.
Enfim, somos todos cidadãos do mundo, seres humanos com o mesmo genoma básico, diferentes porém iguais em anatomia, fisiologia, forma, direitos legais e sociais, as diversas linguagens expressam as mesmas coisas com palavras diferentes. Assim devemos ser todos nós, diferentes em nossa matéria grosseira, porém espiritualmente iguais.
ANNE FRANK foi uma menina judia, nascida em Frankfurt, Alemanha, no dia 12 de junho de 1929 (fig. 1). Filha de Otto Frank e de Edith Frank, que tinham outra filha, Margot Frank, tres anos e meio mais velha que Anne (fig. 2). A crise econômica, a ascensão de Hitler ao poder e o crescimento do antissemitismo põem fim à vida tranquila da família. Em 1933 eles saem da Alemanha, fugindo da perseguição de Hitler contra os judeus e emigrando para a Holanda.
Fig. 2 – A Família Frank
A família viveu uma vida normal por seis anos. Otto consegue estabelecer um negócio em Amsterdã e a família encontra uma casa em Merwedeplein. As filhas vão para a escola, Otto trabalha muito no seu negócio de componentes de geléia e Edith cuida da casa. À medida que a ameaça de guerra cresce na Europa, Otto e a sua família tentam emigrar para a Inglaterra e Estados Unidos, porém estas tentativas falham. A 1º de setembro de 1939, a Alemanha invade a Polônia. Começa a Segunda Guerra Mundial.
Fig. 3 – A Estrela de David
Em maio de 1940 a Holanda foi invadida pelos nazistas, capitulando cinco dias depois, época que começaram as restrições contra os judeus com uma série de decretos antissemitas: deveriam usar uma estrela amarela de identificação (fig.3) e eram submetidos a diversas proibições, além de terem muitos bens confiscados. Estas restrições iam desde não poderem ter seu próprio negócio, como determinavam horários de entrar e sair de casa, não poderem tomar ônibus, etc.
O DIÁRIO
No dia 12 de junho de 1942, quando completou 13 anos de idade, Anne ganhou um diário e nesse mesmo dia começou a escrever o seu cotidiano (fig. 4). Nele, ela relata os conflitos de uma adolescente e a tensão de viver escondida sobrevivendo com a comida armazenada, a ajuda recebida de amigos, o sofrimento da guerra, os bombardeios que aterrorizavam a família, e a possibilidade de o “anexo secreto” ser descoberto e serem mortos a tiros. O diário foi escrito entre 12 de junho de 1942 e 1.º de agosto de 1944.
Fig. 4 – O Diário de Anne Frank
Durante o seu tempo no esconderijo, escreve sobre os acontecimentos no Anexo Secreto bem como sobre si mesma. O seu diário é um grande apoio e companheiro para ela. Anne também escreve contos e coleciona as suas frases favoritas de outros escritores no seu Livro de Belas Frases.
O Ministro da Educação da Holanda, através da rádio inglesa, faz um pedido para as pessoas guardarem os diários de guerra, Anne decide editar o seu e criar um romance chamado “O Anexo Secreto”. Ela começa a reescrever o seu diário, mas antes que consiga terminar, ela e as outras pessoas do esconderijo são presas.
Fig. 5 – O Diário de Anne Frank
Ao final da guerra, e já em Amsterdã Otto Frank descobriu que o diário da filha havia sido salvo por Miep Gies, que os havia ajudado no esconderijo. Após muito esforço, seu pai conseguiu publicar o diário, em 1947 com o título “O Diário de Anne Frank”, (fig. 5) que desde então é um dos livros mais traduzidos do mundo.. O livro foi traduzido em mais de 30 idiomas. O local do esconderijo de Anne Frank, em Amsterdã, é hoje um museu.
Anne escreveu no seu diário que queria tornar-se escritora ou jornalista e que gostaria de ver o seu diário publicado como um romance. Amigos de Otto Frank convenceram-no da grande expressividade do diário e, em 25 de junho de 1947, “O Diário de Anne Frank” é publicado numa edição de 3.000 exemplares. Seguem-se a esta, muitas outras edições, traduções, uma peça de teatro e um filme, tornando Anne Frank conhecida no mundo todo.
O ESCONDERIJO
Fig. 6 – Parte do “Esconderijo”
A 5 de julho de 1942, Margot Frank recebe uma convocação para se apresentar para o campo de trabalho forçado na Alemanha. Logo no dia seguinte, a família Frank vai para o esconderijo, nos fundos de escritório de Otto Frank, na Prinsengracht, 263, permanecendo ali até 04 de agosto de 1944 (fig. 6). A família Van Pels vai para lá uma semana depois e em novembro de 1942 chega uma oitava pessoa ao esconderijo, o dentista Fritz Pfeffer. Eles ficam a morar no Anexo Secreto durante dois anos.
As pessoas no esconderijo têm que se manter em silêncio, frequentemente sentem medo e, bem ou mal, passam o tempo uns com os outros. Eles são ajudados pelos funcionários do escritório – Johannes Kleiman, Victor Kugler, Miep Gies e Bep Voskuijl – além do marido de Miep Gies, Jan Gies, e do gerente do armazém Johannes Voskuijl, o pai de Bep. Esses ajudantes tratam não somente de trazer alimentos, roupas e livros; eles também significam o contato com o mundo exterior para as pessoas no esconderijo.
Imediatamente após a prisão, Miep Gies e Bep Voskuijl resgatam o diário de Anne e papéis que foram deixados para trás no Anexo Secreto.
Painel 1 – Moradores do Esconderijo
A DESCOBERTA DO ESCONDERIJO
O grupo foi traído misteriosamente e na manhã de 4 de agosto de 1944 o esconderijo foi invadido pela Polícia de Segurança Nazista. As oito pessoas juntamente com os ajudantes
Fig. 7 – Campo de Auschwitz
Johannes Kleiman e Victor Kugler foram levadas para uma prisão em Amsterdã, depois transferidas para Westerbork, um campo de triagem. Os dois ajudantes são enviados para o campo de Amersfoort. Johannes Kleiman é libertado pouco depois da detenção e, seis meses mais tarde, Victor Kugler consegue escapar.
Em 03 de setembro os outros foram deportados e chegaram em Auschwitz (Polônia) (Fig. 7). Anne e sua irmã foram levadas para Bergen-Belsen, campo de concentração perto de Hannover (Alemanha). Apesar de intensas investigações, nunca ficou claro como o esconderijo foi descoberto.
FDC do Canadá de 11 de setembro de 2009 – O Holocausto – 1933-1945 – No verso do envelope uma imagem da libertação do Campo de Concentração de Wobbelin pelas tropas aliadas, em maio de 1945
A MORTE NO CAMPO DE CONCENTRAÇÃO
Anne Frank e sua irmã Margot morreram de tifo em Bergen-Belsen, Alemanha, em 12 de março de 1945, com apenas 15 anos. Seu pai, Otto Frank, único sobrevivente dos oito judeus do esconderijo, foi libertado pelas tropas russas.
O ÚNICO SOBREVIVENTE
Fig. 8 – Otto Frank no Esconderijo após o fim da guerra. O Esconderijo foi esvaziado pelos nazistas e Otto não permitiu na época que ele fosse reocupado.
Otto Frank é o único das oito pessoas do esconderijo que sobrevive à guerra (fig. 8). Durante a sua longa viagem de volta à Holanda, ele descobre que sua mulher, Edith, morreu. Ele ainda não sabe o que aconteceu às suas filhas e mantém a esperança de reencontrá-las vivas. O seu retorno a Amsterdã ocorre no início de junho. Ele vai diretamente encontrar-se com Miep e Jan Gies e permanece com eles por mais sete anos.
Em julho, na tentativa da encontrar as suas filhas, Otto recebe a notícia de que ambas morreram de doença e fome em Bergen-Belsen. Miep Gies entrega-lhe então o diário e os papéis de Anne. Otto o lê e descobre uma Anne completamente diferente, ficando profundamente emocionado.
Após a publicação do Diário de Anne Frank, Otto Frank responde a milhares de cartas de pessoas que leram o diário da sua filha. Otto Frank permaneceu envolvido com a Anne Frank House e com campanhas pelo respeito dos Direitos Humanos até à sua morte, em 1980.
O ALCANCE ATUAL DA MENSAGEM DE ANNE FRANK
Fig. 10 – O Filme
Lançado um filme biográfico da adolescente, sob o título The Diary of Anne Frank (1959). Aclamado pela crítica, foi vencedor de três Oscars. Outro filme com o mesmo título foi lançado em 2001, além de outra filmagem de “ O Diário de Anne Frank”, em 2009 (fig. 10). Todos contam uma história verídica e triste, sobre uma corajosa menina, chamada Anne Frank e as duas famílias que se esconderam durante dois anos no anexo, durante o período de segunda Guerra Mundial.
Fig. 11 – Museu Anne Frank
Fig. 12 – Estátua de Cera – Museu Madame Tussauds
Fig. 11 – Museu Anne Frank Fig. 12 – Estátua de Cera
O museu, também chamado de Casa de Anne Frank, foi inaugurado em 3 de maio de 1960, recebendo em torno de 600.000 visitantes por ano, vindos de todas as partes do mundo (fig. 11).
Anne também foi imortalizada com uma estátua de cera no Museu Madame Tussauds, (fig. 12) em Londres, além de ter sido considerada pela revista Time um ícone do último século.
Painel 2 – Selos com Anne Frank e/ou família FrankFig. 13 – Memorial Anne Frank em Berg-Belsen
Trabalho de Karla Patriota Bronsztein (1) e Diego Andrés Salcedo (2), sob Licença Creative Commons, analisa a forma pela qual as religiões são ilustradas nos selos postais comemorativos brasileiros.
Artigo submetido em 16 de setembro de 2011 e aprovado em 13 de março de 2012. (1) Doutora em Sociologia pela UFPE. professora adjunta do curso de Publicidade e Propaganda da Univesidade Federal de Pernambuco e do Pós-Graduação em Comunicação da UFPE. PAÍS. E-mail: k.patriota@gmail.com (2) Mestre e Douturando em Comunicação pela UFPE. Professor no Departamento de Ciências da Informação/UFPE E-MAIL: salcedo.da@gmail.com
Ana Lucia, da antiga Filatélica Penny Black, de São Paulo, sempre foi uma batalhadora pela divulgação da filatelia. Entre os livros que escreveu, seu Dicionário, revisado por ela em 2008 é um companheiro ideal de principiantes da nossa arte, pelo didatismo e simplicidade de exposição.
Em termos de Arte, o Brasil é um país muito jovem. Se considerarmos a música clássica que começa num Brasil Colônia, espoliado, sem direito a educação podemos considerar que nossos primeiros músicos foram eminentemente heróis. Olhando um pouco mais adiante, quando falamos em música nacionalista, com raízes no nosso próprio território e nas tradições incipientes genuinamente brasileiras, nossa música clássica ainda é uma recém nascida…
Esta coleção, longe de entrar em uma competitiva porque esta nunca foi a sua intenção, mostra como a Música Clássica caminha de mãos dadas com a riqueza, em qualquer lugar do mundo. Música Clássica é uma arte para aqueles que se dedicaram a vida inteira para compô-la ou executá-la, é uma arte de alto custo, pois demanda tempo em curva de aprendizado, instrumentos musicais, professores, teatros, e ainda tem que buscar o seu público.
A Música Clássica se inicia no Brasil dentro das Igrejas. Estas sempre foram ricas, quer por doações, muitas vezes de maneira espúria como a venda das indulgências, ou por expropriações como no episódio sombrio da Inquisição. O estudo do sacerdócio já no noviciato tinha a música como componente do curriculum.
A Música Clássica segue geograficamente os nossos ciclos da riqueza: o Ciclo do Ouro, Ciclo da Borracha, Ciclo do Café. Modernamente segue em companhia da riqueza, nas grandes metrópoles através de doações de bancos, financeiras ou indústrias. O mecenato, tão comum na Veneza antiga, hoje é modesto. As subvenções governamentais são cada dia menores, com o fechamento de orquestras e desmonte dos teatros.
Mas ela sempre sobreviverá através de suas gravações e por esta maravilha chamada internet, que da mesma forma que divulga a música-lixo, divulga e mantém viva a Música Clássica.
Mesmo sendo um Herói Nacional, a Espanha não emitiu muitos selos comemorativos exultando a memória e os feitos de El Cid. Em 1937 surge um selo tipo com o cavaleiro, que se repetiria com variações nos anos de 1938, 1939, 1940 e depois em 1949 e 1950, que será objeto de estudo mais detalhado neste artigo.
Surgiu também uma série com quatro selos comemorativos em 1962 e outra com três selos, sendo um com El Cid em 1977.
A Série de 1962 – Rodrigo Diaz de Vivar, El Cid
São quatro selos, mas o que mais chama a atenção é o com a imagem do cofre de El Cid na Catedral de Burgos.
Classificação
EDIFIL
YVERT
SCOTT
VALOR
MOTIVO
1444
1109
1121
1P
Escultura de Juan Cristóbal (Burgos)
1445
1110
1122
2P
Escultura de Ana Hurtigton (Sevilha)
1446
1111
1123
3P
Cofre, Catedral de Burgos
1447
1112
1124
10P
Juramento em Santa Gadea, de Garcia Prieto
Histórias ou Lendas?
A história (real ou lenda) está narrada em um dos primeiro acervos da literatura castelhano, o “Cantar de Mio Cid”, e passou sem variações ao acervo místico popular, tomando como engenhosa uma narração que só nos veio demonstrar as artimanhas empregadas pelos cristãos com os judeus.
Conta-se que Rodrigo Díaz de Vivar ao ser exilado por ordem de Alfonso VI, se encontrou perante a urgente necessidade de obter fundos com os quais seria necessário pagar a companhia dos trezentos de seus melhores cavaleiros castelhanos que o acompanharia em seu exílio. Dirigiu então à casa dos judeus burgaleses, convencendo-os que lhe adiantassem aqueles valores deixando em troca um cofre que continha todas as suas jóias. Os judeus aceitaram o trato e se apressaram em adiantar-lhe à quantia pedida. Rodrigo saiu imediatamente da cidade com seus homens, e os ingênuos judeus, ao abrirem o cofre para comprovar os tesouros que haviam adquiridos, viram que no seu interior não havia mais que pedras sem valor. e que haviam perdido a oportunidade de desfazer o trato.
Há versões da lenda que dizem que, Cid ao tentar salvar-se do sujo engano em que estava envolvido, o paladino cristão entregou aos judeus autênticas jóias familiares do mais alto valor, porém o Senhor, querendo castigar a avareza do dois hebreus, se encarregou de convertê-las em pedras, sem que mudasse em nada a vontade ou a intenção do herói castelhano. E acrescenta-se a essa versão que, quando Cid regressou por fim a Burgos, foi resgatar as pedras entregues com o produto do despojo obtido dos mouros, e então as pedras voltaram a se transformar milagrosamente no autêntico tesouro que havia naquela data depositado nas mãos dos judeus.
O cofre de “El Cid” encontra-se colocado sobre um suporte na parede da Capela de Corpus Christi da Catedral de Burgos.
A Série de 1977 – Monastério de São Pedro de Cardenha
Composta por três selos esta série apresenta alguns aspectos do Monastério:
Classificação:
EDIFIL
YVERT
SCOTT
VALOR
MOTIVO
2443
2088
2070
3p
Vista geral externa do Monastério
2444
2089
2071
7p
Claustro
2445
2090
2072
20p
Sepultura de El Cid e Dona Jimena
Histórias ou Lendas?
Segundo as Cantigas de El Cid, ele, ao sair para seu segundo desterro deixou aos cuidados do abade, sua esposa Jimena e suas duas filhas Elvira e Sol (cujos nomes reais foram Maria e Cristina). Conta a lenda que ele e Jimena estão sepultados neste local.
O monastério foi fundado pelos beneditinos no ano de 899, tendo sido um importante centro cultural e espiritual nos primeiros momentos da construção do Reino de Castela. Foi saqueado em 953 pelo exército de Abderraman III, a torre de vigia caiu no século X ou XI e o claustro no século XII. Historiadores beneditinos tem considerado este mosteiro como o primeiro de monges negros na Espanha
O monastério foi abandonado em 1836 e depois ocupado por diversas ordens religiosas. Durante a Guerra Civil Espanhola foi utilizado como campo de concentração de prisioneiros republicanos.
El Cid morreu em Valencia e seu corpo foi exumado pela esposa Jimena para ser enterrado no Monastério, aonde foi exumado várias vezes até ficar na Capela-Panteão de El Cid. As esculturas dele e de Jimena foram feitas por Alfonso X o Sábio. Hoje os restos de El Cid e Jimena se encontram na Catedral de Burgos.
Os diversos saques que o Monastério sofreu também atingiram os restos mortais de El Cid. Seus ossos foram espalhados pelo templo e inclusive levados pelos soldados franceses (seculo XIX) como amuletos.
Os Selos-Tipo de El Cid de 1937, 38, 39, 40, 49 e 50
Foram emitidos quinze selos com o Cavaleiro El Cid no período de 1937 a 1950. Existem variações de picote, cor, tamanho, marca do impressor e valores, o que permite a sua identificação fácil.
Classificação dos Selos-Tipo de El-Cid
Observações:
1 – (*) – O Catálogo Yvert não classifica este selo. 2 – (**) – O Catálogo Scott não classifica ou classifica com marca do impressor 3 – Pró-Vítimas: Selo de Sobretaxa Obrigatória em favor de crianças vítimas da guerra. “Auxilio a Las Víctimas de La Guerra 1946” 4 – Marca do Impressor: Tipo I – “Hija de B.Fournier-Burgos” com 15 mm Tipo II – “Fournier-Burgos” com 10 mm 5 – Existem diferenças de cor e picote para o mesmo selo entre os dois catálogos consultados.
Curiosidades:
Encontramos em nossas buscas um souvenir com os quatro selos desta emissão (exclundo-se a sobretaxa obrigatória), autorizada pelos Correios da Espanha, porém sem valor facial, além de réplicas em metal de outros dois selos comemorativos, 1444 e 1445.
Há ainda inúmeros selos desta série com sobrecarga utilizados durante a Guerra Civil Espanhola e em ex-colonias espanholas, cuja classificação é encontrada em catálogos ultra-especializados deste período. (fig. 9).